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terça-feira, 10 de julho de 2012

Pai de Amy Winehouse diz que falou com a filha após morte

Pai de Amy Winehouse diz que falou com cantora após ela ter morrido
Mitch Winehouse disse ter ouvido a filha por meio de um médium.
Ele revelou primeira frase da popstar: 'Pai, há uma vida após a morte'.

Amy Winehouse com seu pai Mitch
(Foto: Divulgação/Site oficial)
Em entrevista ao jornal britânico "The Independent", publicada nesta terça-feira (10), Mitch Winehouse afirmou que tentou entrar em contato com sua filha Amy, após ela ter morrido em julho do ano passado.

"Eu busquei espiritualistas e médiuns. Eles me deram uma grande prova de que Amy ainda está por lá. Algumas das mensagens repassadas foram incríveis. Essas são as únicas coisas que eu gostaria de saber, nada que poderia ter conseguido a partir da Internet. Sentei-me com homem que está entre os melhores da América, não me lembro o nome dele. O FBI o chama em casos ainda não resolvidos para ajudar a encontrar corpos perdidos. A primeira coisa que ele me disse foi: "Quem fala é a Amy: 'Pai, há uma vida após a morte '. "

Amy Winehouse, autora de sucessos como "Rehab", foi encontrada morta no dia 23 de julho aos 27 anos em sua casa no bairro londrino de Camden. A morte de Winehouse, que tinha um longo histórico de problemas com as drogas e com o álcool, foi certificada como "acidental". Foram encontrados em seu corpo vestígios de um consumo de álcool cinco vezes mais alto do que a taxa permitida para dirigir um carro.

Ex-taxista, Mitch Winehouse é cantor de jazz e criou a Fundação Amy Winehouse, organização para ajudar jovens em dificuldades centrada nos problemas com o vício.

Back To Black

He left no time to regret
Kept his dick wet with his same old safe bet
Me and my head high
And my tears dry, get on without my guy
You went back to what you knew
So far removed from all that we went through
And I tread a troubled track
My odds are stacked, I'll go back to black


We only said goodbye with words
I died a hundred times
You go back to her
And I go back to
I go back to us


I love you much
It's not enough, you love blow and I love puff
And life is like a pipe
And I'm a tiny penny rolling up the walls inside


We only said goodbye with words
I died a hundred times
You go back to her
And I go back to
We only said goodbye with words
I died a hundred times
You go back to her
And I go back to


Black, black, black, black
Black, black, black...
I go back to
I go back to


We only said goodbye with words
I died a hundred times
You go back to her
And I go back to
We only said goodbye with words
I died a hundred times
You go back to her
And I go back to black

Volta Para o Luto

Ele não deixou tempo para se lamentar
Manteve seu pênis úmido com a sua velha e segura aposta
Eu e minha cabeça 'chapada'
E minhas lágrimas secas, continuamos sem meu cara
Você voltou para o que você sabia
Saindo totalmente de tudo pelo que nós passamos
E eu trilho um caminho conturbado
Minhas chances estão empilhadas, eu voltarei para o luto

Nós apenas dissemos adeus com palavras
Eu morri uma centena de vezes
Você volta pra ela
E Eu volto para
Eu volto para nós

Eu te amo tanto
Isso não é suficiente, você ama cheirar e eu amo dar um trago
E a vida é como um cano
E eu sou um minúsculo centavo rolando paredes adentro

Nós apenas dissemos adeus com palavras
Eu morri uma centena de vezes
Você volta pra ela
E eu volto para
Nós apenas dissemos adeus com palavras
Eu morri uma centena de vezes
Você volta pra ela
E eu volto para

Luto, luto, luto, luto
Luto, luto, luto...
Eu volto para
Eu volto para

Nós apenas dissemos adeus com palavras
Eu morri uma centena de vezes
Você volta pra ela
E eu volto para
Nós apenas dissemos adeus com palavras
Eu morri uma centena de vezes
Você volta pra ela
E eu volto para o luto

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Dueto de Amy Winehouse com Tony Bennett é lançado no aniversário da cantora; assista a "Body and Soul"

Amy Winehouse e Tony Bennett durante as sessões de gravação de "Body and Soul" em Londres (23/03/2011)
Nesta quarta-feira (14), data em que Amy Winehouse comemoraria 28 anos de idade, uma última gravação da cantora foi lançada oficialmente. Intitulada "Body and Soul", a música é um dueto com o cantor Tony Bennett. Assista abaixo ao clipe, que traz a dupla cantando em estúdio:

Tony Bennett e Amy Winehouse - "Body and Soul"

O site www.amywinehousefoundation.co.uk traz material sobre a fundação e a cantora, além de um espaço reservado para doações. Mãe da britânica, Janis Winehouse disse, também à AP, que a artista ficaria feliz com a instituição que carrega seu nome. "Sinto muito conforto em saber que Amy se orgulharia disso". A música foi gravada em 23 de março no estúdio Abbey Road, em Londres. Parte do valor arrecadado será destinado à Fundação Amy Winehouse, criada pelo pai da cantora e lançada oficialmente também nesta quarta. Em entrevista à AP nesta terça --em que afirma ter trocado socos com traficantes de drogas que abasteciam Amy--, Mitch Winehouse deu mais detalhes sobre a fundação e falou das últimas conversas que teve com sua filha.

"Tivemos um momento maravilhoso gravando juntos no estúdio e eu sabia que Amy estava muito feliz com seu desempenho naquele dia", contou o norte-americano Tony Bennett. "Eu acho que ela foi absolutamente brilhante e essa gravação realmente resgata a essência de seu talento artístico. Ela era um talento raro."

A canção "Body and Soul" faz parte de "Duets II", álbum de Tony Bennett que será lançado no dia 20 de setembro nos Estados Unidos e que conta com a participação de nomes como Lady Gaga, Michael Buble e Queen Latifah.

Em sua breve carreira, Amy Winehouse lançou apenas dois álbuns. "Back To Black" --que conta com o hit "Rehab"-- saiu em 2006 e lhe rendeu cinco prêmios Grammy. A cantora foi encontrada morta em seu apartamento no dia 23 de julho.



* Com informações da Reuter

domingo, 31 de julho de 2011

Música: Candidatas a Amy. Críticos apontam nomes a suceder cantora inglesa

Música: Candidatas a Amy
Críticos apontam nomes a suceder cantora inglesa.


RIO - Quando Amy Winehouse foi encontrada morta, uma semana atrás, uma inglesa de 23 anos estava muito bem instalada no topo das paradas, quase quatro anos depois de ter sido apontada como "a nova Amy". Lançado em janeiro, "21", segundo álbum de Adele, é o disco mais procurado do planeta nas últimas semanas, somando 8,2 milhões de cópias vendidas. Com algum açodamento, pode-se até dizer que ela tenha saído na frente, mas a verdade é que um considerável número de cantoras do Reino Unido tem se habilitado, de diferentes formas, a encontrar seu lugar no vácuo deixado por Amy Winehouse e não preenchido.

Adele Laurie Blue Adkins não parece ter essa pretensão. Despida da pose que se esperaria de artista pop dona do mundo, a cantora disse, quando soube da morte de Amy: "Ela abriu o caminho para artistas como eu e fez com que as pessoas voltassem a ficar animadas com a música britânica."


- Adele é aquela garota-como-outra-qualquer. Muito menos volátil que Amy, mas com uma voz poderosa e o carisma que atrai as pessoas - analisa Will Hodgkinson, jornalista da revista inglesa "Mojo", que assina a reportagem de capa sobre a finada diva.

O sucesso da música "Rolling in the deep" (clique para ouvir) , de "21" (disco que foi um dos indicados para o Mercury Prize), fez com que Adele enfim se destacasse do time de cantoras britânicas, em sua maioria brancas, com vozes negras e uma fixação (musical, visual) pela soul music dos anos 1960. Um campo no qual, mesmo sem lançar disco desde 2006, Amy Winehouse era a soberana absoluta.

Adele 

Antes de Adele, quem tinha chegado mais próximo de Amy era Duffy (clique aqui para ouvir) , galesa que seguiu uma linhagem de cantoras britânicas brancas de soul (Dusty Springfield, Petula Clark) e que bateu firme nas paradas com "Rockferry", disco de 2008 que rendeu até um Grammy à cantora. Duffy voltou ano passado, em moldura mais contemporânea, com o álbum "Endlessly", e não encontrou o mesmo sucesso. E na linha negra-retrô, há que se lembrar ainda de outra inglesinha: Joss Stone, atração do próximo Rock in Rio, que movimentou os anos 2000 e vendeu milhões de discos com algumas recriações de sonoridades funky setentistas. Sem uma marca estilística tão forte como a de Amy, Joss passou por algumas reinvenções e não recuperou o êxito do início da carreira, quando era uma lourinha de 16 anos cantando como uma negra de 60 (clique para ouvir).
duffy


Uma sucessora Amy avalizou pessoalmente: Dionne Bromfield (clique para ouvir), cantora que apareceu em 2009, aos 13 anos, cantando velhos clássicos do soul com a naturalidade de uma veterana. A madrinha fez o que pôde por ela, com suas boas conexões no mercado. Mas o futuro da menina, hoje com 15, é uma incógnita. Afinada, mas jovem - e talvez inocente - demais, ela pode não ter o estofo necessário para o posto.

Dionne
O fato que muitos analistas reconhecem é que, para se ter uma nova Amy Winehouse, uma série de fatores têm que se encontrar, novamente, de uma forma feliz, e de acordo com o espírito da época. Harriet Walker, do jornal "The Independent", deu boa explicação para o fenômeno Amy, no calor dos acontecimentos: "Se ouvir os discos de Madonna era o equivalente a estrelar seu próprio show burlesco, ouvir Amy Winehouse era como ir ao pub com uma amiga, escutar suas queixas românticas, pedir conselhos a ela sobre suas dores de amores, e aí os dois terminariam rindo juntos. Era uma versão estilosa da solidariedade para mulheres jovens e fãs de música."


alice gold
Dicas de possíveis novas Amy, ainda desconhecidas, não faltam. Hodgkinson aposta em Alice Gold, cantora e compositora inglesa que lançou este mês o seu álbum de estreia, "Seven rainbows" (clique para ouvir). A onda da moça de belos cachos louros é mais setentista - sua interpretação de "Your time is gonna come", do Led Zeppelin, tem chamado a atenção no YouTube.

- Alice era babysitter do casal real de Luxemburgo e foi despedida porque fumou um baseado no seu quarto. Ela tem o mix certo de rebeldia e profissionalismo para se tornar esse tipo de cantora meio desarrumada e emocionalmente poderosa que os britânicos adoram - diz Hodgkinson.


Alice inglesa - a Russell
Outra Alice inglesa - a Russell - também aparece bem cotada. Vocalista de projetos como o Quantic e o Bah Samba, ela lançou em 2008 o disco "Pot of gold", com uma versão ainda mais soul de "Crazy", hit do grupo Gnarls Barkley (clique para ouvir). E sempre é bom lembrar de talentos como o da cantora Anna Calvi, um sucesso de crítica (assim como Adele, indicada para o Mercury Prize) que encarna uma Nina Simone muito estranha, com blues, flamenco e rock gótico em seu disco de estreia, "Anna Calvi". As apostas estão abertas.




Silvio Essinger (o globo)

sábado, 23 de julho de 2011

Amy Winehouse - Back To Black

Morte de Amy Winehouse domina Twitter‎

Morte de Amy Winehouse domina Twitter
Hashtag #amywinehouse foi ao primeiro lugar dos trending topics dez minutos após a TV britânica dar a notícia


A cantora foi encontrada morta em seu apartamento neste sábado

São Paulo - A morte da cantora pop Amy Winehouse tornou-se o assunto mais discutido do mundo, no Twitter, apenas 10 minutos após as primeiras notícias serem divulgadas pelas redes de TV na Inglaterra.

A hashtag #amywinehouse subiu à primeira colocação dos trending topics nos minutos seguintes a divulgação, pela rede de TV britânica Sky News, de que a artista foi encontrada morta no apartamento em que vivia, em Londres.

O buzz no Twitter foi acompanhado por uma onda de acessos simultâneos a sites notícias e celebridades, como os americanos TMZ, conhecido por noticiar primeiro a morte de Michael Jackson, e CNN. A forte curva de acessos tornou a estabilidade destes sites intermitente, como é praxe após acontecimentos de grande impacto.

As circunstâncias da morte de Amy ainda não foram divulgadas. As primeiras suspeitas são de que a jovem de 27 anos tenha sofrido uma overdose por consumo de drogas. Reconhecida como artista brilhante e carismática, Amy vivia um drama público de dependência química.

Neste ano, a cantora encerrou precocemente uma turnê de shows na Europa após não conseguir cantar canções inteiras e esquecer trechos de letras, apresentando sinais inequívocos de debilidade.

Amy Winehouse foi encontrada morta em sua casa, em Londres. Veja vídeos


A cantora Amy Winehouse foi encontrada morta em sua casa, em Londres, neste sábado (23), segundo a polícia de Londres. A cantora tinha 27 anos e um histórico de envolvimento com álcool e uso de drogas. Veja abaixo reportagens sobre Amy Winehouse.
A cantora teria sido encontrada morta no flat onde ela morava, de acordo com a Sky News. A vida de AMy Winehouse foi marcada por problemas com drogas e álcool
Brasileiras copiam o estilo de Amy Winehouse


No mês passado, a cantora britânica abandou uma turnê pela Europa após ter sido vaiada durante show na Sérvia por aparentemente estar bêbada demais durante a performance.
Durante 90 minutos, Amy balbuciou partes de suas canções e deixou o palco várias vezes, enquanto a banda continuava o show.
A cantora vinha enfrentando uma longa batalha contra as drogas e o álcool que vinham ofuscando sua carreira nos últimos anos.
Um porta-voz da Polícia Metropolitana de Londres confirmou que a cantora de 27 anos foi encontrada morta na sua casa no bairro de Camden e que o motivo da morte ainda não foi esclarecido.
Uma ambulância do Serviço de Emergência foi chamada, mas segundo a polícia, já teria encontrado a cantora morta.
Winehouse foi aclamada pela crítica já aos 20 anos, com o lançamento de seu primeiro álbum, "Frank".
Em 2006, o lançamento de "Black to Black" consagrou a cantora. O disco foi vencedor de cinco prêmios Grammy
.


sábado, 12 de fevereiro de 2011

Amy Winehouse abandona palco em show em Dubai

Amy Winehouse, 27, abandonou o palco do show que estava realizando em Dubai na noite de sexta (11), segundo o "Daily Mirror"

A cantora britânica, conhecida por hits como "Rehab" e "Back to Black", não chegou a concluir a terceira música da apresentação.

De acordo com fãs ouvidos pelo jornal, ela parecia "bêbada" e "incoerente".

Parte do público começou a deixar o local e a vaiar a cantora.

Um dos músicos de apoio assumiu os vocais, e Amy não retornou para concluir a apresentação.

"Amy teve problemas técnicos. Ela não conseguia ouvir a própria voz durante o show. Um dos retornos não estava funcionando", afirmou um porta-voz da cantora.

Eduardo Knapp/Folhapress

A cantora Amy Winehouse, que abandonou show após terceira música em Dubai, durante apresentação em SP
Folha Online

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Amy Winehouse já tem sua biografia

Tears Dry on Their Own - Amy Winehouse (new clip)



Lauro Lisboa Garcia 

São Paulo A primeira pergunta que as pessoas têm feito ao se deparar com "Amy Winehouse - Biografia", de Chas Newkey-Burden, é: mas já escreveram um livro sobre ela? Pois é. Nesses tempos velozes de estrelato instantâneo, em que até bicho de estimação de peruas tem comunidade na internet, por que não ela? Histórias para preencher as páginas não faltam se for contar a quantidade voraz de escândalos da cantora, envolvendo bebedeira, overdoses, shows interrompidos, brigas e tentativas de reconciliação ruidosas com o marido, Blake Fielder-Civil. 

Em grande parte é disso que trata o livro lançado no Brasil pela Editora Globo, com tradução de Helena Londres. Acontece que, como na mídia, o imenso talento artístico de Amy como cantora e compositora – sem dúvida a figura feminina mais importante da música pop desta década – acaba perdendo no livro para a lavação de roupa suja. 

De imediato, com tão pouco tempo de (fulminante) carreira artística, não poderia ser muito diferente, já que, como qualquer fã sabe, vida e obra de Amy se confundem. Seja nos dois álbuns - "Frank" (2003) e "Back to Black" (2006) - ou em canções avulsas, tudo o que ela canta com contundência foi bem vivido. Até aí, também, nenhuma novidade, e esse é um dos motivos pelos quais o livro a certa altura se torna cansativo. Fica a impressão de que Chas o escreveu às pressas, tão oportunista quanto os tablóides que critica. 

O autor entrevistou o pai e a mãe da cantora, alguns jornalistas, pessoas do show biz e outras ligadas a ela, mas a biografia em grande parte reproduz notícias dos tablóides, compila frases de reportagens, enumera suas premiações e conta como armou o cabelão enxu de abelhas. Para quem gosta de fofoca das mais venenosas, há farto material pontuando a agonia das overdoses de Amy e o sofrimento pela separação do marido. 

Desde o início do livro, aliás, sabe-se que Blake está preso. Porém, é só na página 179, no último capítulo antes do epílogo, que ele vai saber o motivo da detenção de Blake – ele está preso desde 2007 por agredir e ferir gravemente James King, proprietário de um pub. Dias antes do julgamento, Blake também foi acusado de obstruir a Justiça no caso da agressão. 

Esse é só mais um caso de irritante falta de objetividade ao longo da biografia. Mas a culpa pelos entraves na leitura não cabe só ao autor. Há erros gritantes de tradução e revisão e deslizes de checagem de informação. Na página 96, por exemplo, há uma frase de péssima construção: "‘The Times' declarou: ‘Esse compacto, cheio de canções realmente antiquadas como grande souls, a exemplo dos Dinah Washington’..." Fora deixar passar coisas como "nazal" em vez de nasal, "Tears Dry on Their On", quando o correto é "Their Own", e "os Smith" no lugar de "The Smiths", entre vários outros equívocos.

Também é evidente a falta de intimidade da tradutora com o jargão musical. Não há fundamento em traduzir "jazz standards" ao pé da letra para "padrões do jazz". Mais: dois jazzmen, o baixista Charles Mingus (1922-1979) e o pianista Thelonious Monk (1917-1982), aparecem numa lista de "cantores". A tradutora ainda chama a lendária gravadora Motown de "o" Motown incontáveis vezes. 

Entre as melhores partes há uma que detalha com bons comentários faixa por faixa os dois álbuns da cantora. Em outros trechos interessantes em que a música é o centro da questão, fala-se de suas influências do jazz, dos shows bem-sucedidos e as críticas favoráveis a suas atuações no palco e em gravações. 

Um dos entrevistados que saem em sua defesa é a jornalista britânica Julie Burchill, que a compara a Edith Piaf (1915-1963), Judy Garland (1922-1969) e Billie Holiday (1915-1959), mulheres históricas, divindades da canção, com "grande talento para cantar" e "também uma grande capacidade para adotar um comportamento temerário".

Leia se tiver tempo 

Chas Newkey-Burden 
"Amy Winehouse - Biografia"
Editora Globo 208 páginas
tradução: Helena Londres
Quanto: R$ 19,90

Fonte: A Gazeta

sábado, 5 de julho de 2008

Rock in Rio Madri: Shakira faz espanhóis esquecerem Amy Winehouse

Vídeo: Shakira - Te dejo Madrid (Rock In Rio Madrid 2008)



Shakira faz espanhóis esquecerem Amy Winehouse no Rock in Rio Madri

CARLOS GOSCH
da Efe, em Madri


Todos esperaram com grande expectativa o show da britânica Amy Winehouse no Rock in Rio Madri, mas foi a colombiana Shakira quem cativou os cerca de 75 mil espectadores da Cidade do Rock de Arganda del Rey.

Shakira fechou o terceiro dia do festival com todo o público no bolso. A artista, que subiu ao palco cantando "Te dejo Madri", terminou de ganhar a platéia já no começo do espetáculo, com sua primeira saudação.


"Boa noite, campeões da Europa!", gritou a colombiana para delírio dos espanhóis, cuja seleção venceu a Eurocopa-2008 no domingo passado.


Shakira levantou os 75 mil fãs no último show desta sexta-feira (4), no Rock in Rio Madri
Shakira subiu ao palco pouco depois da meia-noite. Experiente, a colombiana, vestida com um colete generosamente decotado, fez todo mundo dançar por mais de uma hora com uma sucessão de hits, entre eles "Hips Don't Lie".

Amy

Antes de Shakira, os britânicos do Jamiroquai também fizeram os espanhóis suarem com um coquetel de funk, acid jazz e a característica voz de Jay Kay, responsável por tornar a Cidade do Rock de Arganda em uma grande discoteca ao ar livre.

A cantora britânica Amy Winehouse, 24, chegou em péssimo estado ao festival. Mas o público, que não esperava nada marcante, não se decepcionou com o show --mesmo que Amy, conhecida por seus problemas com drogas, tenha se apresentado com a voz cada vez mais deteriorada.

Com um minúsculo vestido amarelo, a cantora abriu seu show com "Adicted", e na terceira canção já tinha virado uma taça de bebida e tirado os sapatos altos que usava.

Amy teve que se apoiar em seus nove eficientes músicos, sobretudo nos dois backing-vocals, para conseguir chegar ao fim da apresentação, durante a qual cantou os sucessos de seu segundo álbum, "Back to Black", e versões de Sam Cooke ("Cupid") e do grupo The Specials ("A message for you, Rudy").

Outra grande atração da noite, o trio galês Stereophonics, que abriu os shows do palco principal com um som contundente, tocou sucessos como "Have a Nice Day" e "Mr. Writer".

No Hot Stage, espaço para apresentações menores, quem mais chamou a atenção foram os cubanos do Orishas, que também elevaram a temperatura da noite.

O Rock in Rio Madri continua até domingo. Para este sábado estão programados shows do The Police, da americana Suzanne Vega e do espanhol Alejandro Sanz.

Fonte: Folha Online

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Amy Winehouse: ela é doida demais

Vídeo: Amy Winehouse - Rehab


Ela é doida demais


Fenômeno da música, com 35 milhões de discos vendidos em todo o mundo, a cantora britânica Amy Winehouse, de apenas 24 anos, conseguiu, mais uma vez, ser o centro das atenções nas últimas semanas. Apesar de ter apenas dois discos lançados – "Frank", em 2003, e o cultuado "Black To Black", em 2006 – ela estampa capas de revistas, jornais e sites com suas maluquices e afetações, dentro e fora dos palcos. Toda essa loucura de Amy mexeu com fãs e internautas, que até especulam, em alguns sites, a data exata da morte da cantora.

Com estilo único – o turbante de cabelo, as tatuagens, a magreza e os olhos cheios de delineador – ela abusa das doideiras: descolore as madeixas, fuma e bebe sem parar, usa drogas, é internada para reabilitação, vai presa e tem constantes brigas com o marido, Blake Fielder, o que lhe rendeu aparições com hematomas e marcas de sangue.

A última presepada foi a internação, depois de um desmaio, e a "sentença" dos médicos: se ela não parar de fumar ou se drogar imediatamente, vai morrer. Atitude autodestrutiva ou falta de controle? Outros grandes nomes da música tiveram sua história marcada pelos problemas com drogas e pelas relações pessoais conturbadas. Basta lembrar o líder do Nirvana, Kurt Cobain; a cantora Janis Joplin; Jimi Hendrix e o trompetista Chet Baker.

Musicalmente, Amy tenta compensar suas esquisitices. Primeira cantora inglesa a levar cinco Grammy para casa, ela se apresenta acompanhada de uma superbanda e mistura soul, R B e pop com originalidade.

Aproveitando a curiosidade em torno da cantora, seu disco de estréia será, finalmente, lançado no Brasil. Mesmo com uma sentença de morte, Amy segue sua agenda de shows na Inglaterra: faz amanhã uma participação no concerto de homenagem aos 90 anos de Nelson Mandela; e uma apresentação no festival de Glastonbury, no sábado, ambas em Londres.

Para os fãs, um leve suspiro de calmaria. "Seus admiradores nunca a abandonaram e nunca o farão. E esperam, torcem, ansiosamente, pra que essa fase negra passe, pra que volte a cantar lindamente para nós", deseja a estilista Marina Maia, 27 anos.

A engenheira Licia Mesquita, 28, também é fã e acha que a situação de Amy é muito parecida com a de vários outros artistas. "Esse meio acaba levando as pessoas para esse caminho. Tira a privacidade, porque eles estão todos os dias nos sites de notícias, por qualquer coisa que façam", afirma.

Mito

Mas Amy pode virar um ícone se morrer jovem? O produtor musical Ricardo Mendes duvida. Para ele, ainda é cedo para dizer se Amy poderá ser comparada a lendas como John Lennon ou Cazuza. "É preciso saber qual legado ela está deixando. Hoje, existe uma inversão de valores: as pessoas se preocupam mais com a vida pessoal do que com o lado artístico", explica.

O circo de horrores que se vê em notícias relacionadas a celebridades – basta lembrar ainda de Britney Spears e Michael Jackson, só para citar alguns – só serve para afastar o público do motivo principal que colocou um artista em evidência: a arte. "No caso da Amy, assim como em outros casos, a música virou, literalmente, música de fundo", lamenta Mendes.

Trajetória

Discografia. O álbum de estréia de Amy foi "Frank", lançado em 2003. Seu segundo álbum foi "Back to Black", lançado em 2006, que levou cinco Grammy.

Vendas. Seus dois discos já venderam mais de 35 milhões de cópias em todo o mundo e seu patrimônio está estimado em mais de 300 milhões de libras (pouco mais de um bilhão de reais).

Escândalos. Amy é figura fácil dos jornais, revistas e sites. É dona do posto de junkie mais famosa do mundo.

Rehab. Depois de ser flagrada usando crack, no começo do ano, Amy foi internada em uma clínica de reabilitação, sendo vigiada 24 horas por dia.

Visto negado. Em função das polêmicas, os Estados Unidos negaram visto à artista para cantar na 50ª edição do Grammy, realizada em 10 de fevereiro, em Los Angeles.

Show. Em maio deste ano, a cantora fez um show polêmico na edição do Rock In Rio Lisboa. Na opinião de muitos, Amy entrou em palco bêbada e drogada.

Vida pessoal. Amy é casada com Blake Fielder, que está preso sob acusação de assalto desde dezembro do ano passado. A cantora já foi presa duas vezes somente neste ano, por envolvimento com drogas.

Fim. Amy acabou de receber alta de mais uma internação. Os médicos disseram que ela tem apenas 70% dos seus pulmões ativos e deram um ultimato: se ela não deixar as drogas, irá perder a sua voz e morrer rapidamente.

Eles viraram ícones

Kurt Cobain , líder da banda Nirvana

Kurt marcou a história do rock mundial com suas músicas introspectivas e suas atitudes descontroladas. Deixou como legado discos importantes, entre eles "Nevermind". O músico se suicidou em 5 de abril de 1994, aos 27 anos.

Janis Joplin , cantora

Uma das cantoras mais expressivas de todos os tempos, com estilo que misturava blues com soul, Janis lançou quatro discos e participou ativamente do movimento musical dos anos 70. Morreu de overdose de heroína, aos 27 anos.

Jimi Hendrix , guitarrista e cantor

Um dos mais influentes guitarristas, Hendrix deixou um grande legado para o rock. Seu jeito de tocar, suas composições e sua atitude no palco fizeram história. Morreu aos 27 anos, asfixiado em seu próprio vômito, depois de ingerir pílulas.

Jim Morrison , vocalista do The Doors

O vocalista da banda The Doors era polêmico. Deixou uma herança que continua viva até hoje, principalmente nas letras da banda de rock. Compositor e cantor, ele morreu também aos 27 anos, suspostamente de overdose.

Elis Regina , cantora

Uma das maiores cantoras brasileiras, a Pimentinha teve morte trágica, aos 36 anos, devido a complicações decorrentes de overdose de cocaína, tranqüilizantes e bebida. Deixou vasta e brilhante obra na música popular brasileira.

Tim Maia , cantor e compositor

Tim alcançou o sucesso na década 70 e tornou-se um dos cantores mais influentes do país, autor de hits inesquecíveis. Durante toda sua carreira, teve envolvimento notório com drogas e bebidas. Morreu de uma infecção generalizada, aos 55 anos, em 1998.

Tatiana Wuo
agazeta.com.br

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Grammy 2008 consagra Amy Winehouse

Vídeo: Beyonce and Tina tuner grammy 2008


Agencia Estado

A cantora britânica Amy Winehouse faturou o Grammy em cinco das seis categorias em que foi indicada (Gravação, e Canção do Ano, Artista Revelação, Melhor Álbum Pop e Melhor Interpretação Vocal Feminina Pop). O CD River: The Joni Letters, de Herbie Hancock, foi escolhido o Álbum do Ano, única categoria em que Amy não confirmou a indicação.

A música brasileira foi representada por Gilberto Gil e pelas cantoras Bebel Gilberto e Céu, todos concorrentes na categoria Melhor Álbum de World Music. Nenhum deles venceu: a estatueta ficou com a cantora Angelique Kidjo, do Benin. Ao todo, o maior prêmio da indústria fonográfica mundial é dividido em 110 categorias diferentes.

A cerimônia de premiação foi realizada na noite de ontem, em Los Angeles e teve, entre outras atrações, a presença do ex-Beatle Ringo Starr e show da veterana Tina Turner. Amy Winehouse não compareceu à festa. Ela teve o visto de entrada nos EUA negado, recorreu e obteve a permissão, mas não a tempo de organizar a viagem. A cantora fez uma apresentação especialmente para o Grammy, transmitida ao vivo de Londres, via satélite.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Amy Winehouse é internada pelo pai em clínica de reabilitação

Tears Dry on Their Own - Amy Winehouse (new clip)


Cantora recebeu ajuda depois da divulgação de vídeo em que aparece usando drogas.
Enfermeiro e seguranças vigiarão a artista 24 horas por dia.

A cantora britânica Amy Winehouse, de 24 anos, admitiu a gravidade de seu vício em drogas e finalmente se rendeu à “rehab”. Segundo o jornal Daily Mail a artista está internada em uma clínica de reabilitação, onde será vigiada 24 horas.

Amy foi convencida a se internar pelo pai, Mitch, depois que o tablóide “The Sun” divulgou um vídeo no qual a cantora aparecia fumando uma droga semelhante ao crack, e consumindo ecstasy em pó e cocaína. De tão chocante, as imagens foram confiscadas pela Scotland Yard.

Em mais uma tentativa de salvar a cantora das drogas, seu pai contratou um enfermeiro para acompanhá-la 24 horas e dois seguranças para vigiar a entrada do apartamento de Amy em Londres.

Há pelo menos um ano notícias sobre o vício da cantora vem sendo divulgadas pela imprensa internacional. Um dos piores momentos das crises de Amy aconteceu em agosto do ano passado, quando a cantora foi vítima de uma overdose ao misturar bebidas alcoólicas, cocaína, ecstasy e special K – substância usada como anestésico em cirurgias veterinárias.

Amy Winehouse é uma das mais talentosas cantoras da atualidade e sua voz já foi comparada a de estrelas da música negra, como Aretha Franklin e Etta James.

Seu segundo álbum, “Back to black”, recebeu seis indicações para o Grammy, incluindo as quatro principais categorias: revelação, álbum, gravação e música do ano. Sua canção de maior sucesso, “Rehab”, fala justamente de sua resistência em se internar numa clínica de reabilitação.

Fonte: G1