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domingo, 20 de maio de 2012

Eu preciso te falar, Te encontrar de qualquer jeito - Dia de Domingo (Tim Maia)

Tim Maia - Dia de Domingo








Um Dia de Domingo Tim Maia
Eu preciso te falar,

Te encontrar de qualquer jeito
Pra sentar e conversar,
Depois andar de encontro ao vento.

Eu preciso respirar
o mesmo ar que te rodeia,
E na pele quero ter
o mesmo sol que te bronzeia,
Eu preciso te tocar
e outra vez te ver sorrindo,
e voltar num sonho lindo
Já não da mais pra viver
um sentimento sem sentido,
Eu preciso descobrir
a emoção de estar contigo,
Ver o sol amanhecer,
E ver a vida acontecer
Como um dia de domingo.

Faz de conta que ainda é cedo,
Tudo vai ficar por conta da emoção
Faz de conta que ainda é cedo,
E deixar falar a voz do coração.

Eu preciso te falar,
Te encontrar de qualquer jeito
Pra sentar e conversar,
Depois andar de encontro ao vento.

Eu preciso respirar
o mesmo ar que te rodeia,
E na pele quero ter
o mesmo sol que te bronzeia,
Eu preciso te encontrar
e outra vez te ver sorrindo,
Te encontrar num sonho lindo...

Já não dá mais pra viver
um sentimento sem sentido,
Eu preciso descobrir
a emoção de estar contigo,
Ver o sol amanhecer,
E ver a vida acontecer
Como um dia de domingo.

[Faz de conta que ainda é cedo,
Tudo vai ficar por conta da emoção
Faz de conta que ainda é cedo,
E deixar falar a voz do coração.] 3x


Tim Maia   28/09/1942   15/03/1998
Pai da soul music brasileira, Tim Maia começou na música tocando bateria, mas logo passou para o violão. Em 1957, fundou no bairro carioca da Tijuca o grupo de rock Os Sputniks, do qual participaram Roberto e Erasmo Carlos. Em 1959, foi para os Estados Unidos, onde estudou inglês e entrou em contato com a soul music, chegando a participar de um grupo vocal, o The Ideals. Em 1969, foi chamado para gravar em dueto com Elis Regina a sua composição “These Are The Songs” no disco da cantora. A projeção rendeu um convite para um LP, “Tim Maia” (1970), que obteve grande sucesso graças às músicas “Primavera” (de Cassiano) e “Azul da Cor do Mar” (de Tim). Nos anos seguintes, mais discos e mais sucessos, como “Não Quero Dinheiro (Só Quero Amar)”, “Réu Confesso”, “Gostava Tanto de Você” (Edson Trindade). Em 1975, convertido à seita Universo em Desencanto, gravou os dois volumes “Tim Maia Racional”, por sua própria gravadora, a Seroma. No ano seguinte, estava de volta à Polydor e ao repertório secular. Mais sucessos seguiram: “Sossego” (do LP “Tim Maia Disco Club”, de 1978), “Descobridor dos Sete Mares” (faixa-título do LP de 1983, que também trouxe “Me Dê Motivo”) e “Do Leme ao Pontal” (de “Tim Maia”, 1986). Descontente com as gravadoras, Tim retomou a idéia da editora Seroma e da gravadora Vitória Régia Discos, pela qual passou a fazer seus lançamentos. Regravado por artistas do pop (Paralamas do Sucesso, Marisa Monte), Tim retribuiu a homenagem gravando “Como Uma Onda”, de Lulu Santos e Nelson Motta, que foi grande sucesso nos anos 90, juntamente com seu álbum ao vivo, de 1992. De Jorge Ben Jor, ganharia o apelido de “síndico”, na música “W Brasil”. Ao longo da década, Tim gravaria discos de bossa nova (um deles com Os Cariocas) e de versões clássicos do pop e do soul (“What a Wonderful World”). Em 1998, no show no Teatro Municipal de Niterói, que seria gravado para um especial de TV, o cantor sentiu-se mal, vindo a falecer uma semana depois. No ano seguinte, seria homenageado por vários artistas da MPB num show tributo, que se transformou em disco, especial de TV e vídeo.