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quarta-feira, 16 de março de 2011

Músicas inéditas de Michael Jackson e Freddie Mercury serão lançadas

Uma delas é uma demo da música "State Of Shock", que foi lançada em 1984 pelos The Jackson, com a participação de Mick Jagger

Três canções inéditas, fruto de uma parceria entre Michael Jackson (1958-2009) e Freddie Mercury (1946-1991), do Queen, serão lançadas brevemente, de acordo com a revista inglesa NME.

Uma delas é uma demo da música "State Of Shock", que foi lançada em 1984 pelos The Jackson, com a participação de Mick Jagger. As outras duas se chamam "Victory" e "There Must Be More To Life Than This" - sendo que essa última fez parte do primeiro álbum solo de Freddie Mercury, "Mr. Bad Guy" (1985).

"Não tenho permissão para falar muito sobre isso, mas as canções são incríveis", disse Roger Taylor, baterista do Queen, que no entanto não informou quando nem como as canções serão lançadas.


A Gazeta

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Freddie Mercury com Queen - We are the champions (Nós somos os campeões)


A vida do líder da banda Queen, Freddie Mercury, será levada às telonas com roteiro de Peter Morgan e estrelado por Sacha Baron Cohen (foto). Para os que suspeitavam que o filme fosse tratar da vida pessoal do cantor, Morgan afirma que este não é o foco.

De acordo com entrevista do roteirista ao Cinemablend, o longa, ainda sem título definido, vai mostrar o relacionamento de Mercury com os integrantes do Queen. “É quando ele rejeita os músicos da banda e, depois, volta para eles. Será uma espécie de filme sobre família. Algo do tipo 'odeio minha família, quero ser independente, mas depois volto para eles'”, explicou.

Morgan afirma que não tem planos de abordar a fase em que Mercury assume ter Aids. Ele ainda conta que tem recebido conselhos de Brian May, Roger Taylor e John Deacon, ex-integrantes do Queen, mas não sabe se eles vão, de fato, gostar de seu roteiro.

Além de não ter um título definido, a cinebiografia de Freddie Mercury também não decidiu quem ocupará a vaga de diretor. O filme deve começar a ser rodado em 2011.


Cinebiografia de Freddie Mercury não será 'filme sobre Aids', diz roteirista
Cantor do Queen morreu vítima da doença em 1991.
Sacha Baron Cohen vai interpretar o músico no longa.


Peter Morgan, roteirista que trabalha da cinebiografia do cantor Freddie Mercury, líder e vocalista da banda britânica Queen, garantiu que o a produção não será um "filme sobre a Aids".

Morgan (“A rainha”, "Frost / Nixon”, entre outros) declarou ao site especializado em cinema "Cinemablend" que o longa vai se concentrar no relacionamento de Mercury com os parceiros de banda, e não nos problemas de saúde do cantor — em 1991, ele admitiu que tinha a doença, e no dia seguinte morreu, aos 45 anos.

“Para ser honesto, não quis escrever um filme sobre a Aids. Apenas contemplei o período. É quando ele rejeita os músicos da banda e, depois, volta para eles. Será uma espécie de filme sobre família. Algo do tipo 'odeio minha família, quero ser independente, mas depois volto'”, explicou.

Morgan revelou ainda que os músicos Brian May, Roger Taylor e John Deacon, ex-companheiros de Freddie no Queen, estão dando-lhe conselhos. "Mas não sei o quanto vão gostar do que estou escrevendo", comentou.

Vida reservada
Farrokh Bulsara, nome real de Mercury, nasceu em Zanzibar (na atual Tanzânia) e foi criado na Índia. Em 1971, fundou o Queen, banda que para muitos teve seu grande momento em 1985, no show beneficente Live Aid, ao apresentar sucessos como "We will rock you" e "Radio ga ga".
Fora do palco, Mercury tinha uma atitude reservada. Raramente se deixava entrevistar, e nunca falava da sua homossexualidade.

O ator Sacha Baron Cohen, que ficou famoso interpretando personagens como Borat, na comédia homônima, foi confirmado no papel de Freddie Mercury em setembro último.

O vocalista Freddie Mercury,
do Queen (Foto: Divulgação)
Freddie Mercury nasceu em Zanzibar, uma ilha próxima à costa leste da África, em 5 de setembro de 1946, tendo sido batizado como Farokh Bulsara. Aos oito anos foi mandado para a St. Peter Boarding School, uma escola inglesa perto de Bombain, na Índia, onde começou a ser chamado Freddie pelos colegas. Foi lá também que formou sua primeira banda - The Hectics. Afeito aos esportes, tendo sido campeão de tênis de mesa aos dez anos de idade, mas principalmente apaixonado pelas artes, ele decidiu entrar para o Ealing College of Art em setembro de 1966, a fim de seguir um curso de ilustração gráfica. No Ealing, ele se tornou amigo de Tim Staffell, vocalista e baixista de uma banda chamada Smile, cujos demais componentes vinham a ser Brian May e Roger Taylor.


O contato com o Smile acendeu em Freddie a vontade de fazer parte de um grupo de rock. Ele passou por algumas bandas que tentavam encontrar espaço no cenário musical londrino: Ibex, Sour Milk Sea e Wreckage, mas quando Tim Staffell resolveu sair do Smile para formar um novo grupo, Freddie não pensou duas vezes para se unir a Brian e Roger. Um pouco antes do lançamento do primeiro disco do Queen, ele decidiu mudar seu sobrenome para Mercury. Ainda em 1970, Freddie conheceu Mary Austin, gerente da butique Biba no bairro de Kensington. Os dois começaram a namorar no ano seguinte, numa relação que durou até quase o final da década de 70, quando Freddie assumiu sua bissexualidade. Apesar disso, Mary continuou sendo sua melhor amiga e pessoa de confiança.


Embora a maior parte de sua carreira se confunda com a do Queen, Freddie Mercury também lançou alguns trabalhos solo: os LPs Mr. Bad Guy (1985) e, com a diva Montserrat Caballé, Barcelona (1988), e participou do musical Time, de David Clark. Aficcionado pelo balé, chegou a fazer uma apresentação beneficente, dançando Bohemian Rhapsody com o Royal Ballet de Londres, em 1979. Tanto o balé como a ópera foram elementos fundamentais no desenvolvimento de sua performance, e a verdade é que Freddie nunca deixou de se aperfeiçoar.


Diz o guitarrista Brian May que, mesmo quando Freddie já estava muito doente, "sua voz, miraculosamente, se tornava cada vez melhor". Ao falecer, em 24 de novembro de 1991, devido a complicações pulmonares provenientes da Aids, o vocalista deixou sua mansão em Kensington e boa parte de sua fortuna para Mary Austin. Músicos e fãs de todas as partes do mundo prestavam suas homenagens pela morte do embaixador do rock, significando o fim de uma era.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Freddie Mercury é impossível de ser substituído, afirma baterista do Queen

Queen + Paul Rodgers - Bohemian Rhapsody (Live at Hyde Park)


"Freddie é impossível de ser substituído" 
Todos sabemos que, naquela noite de 24 de novembro de 1991, quando foi anunciado que a voz de barítono de Freddie Mercury se calara para sempre em Kensington, Londres, não haveria como recompor nunca mais uma das bandas-chave da história do rock, o Queen. Mercury era inigualável e os sobreviventes, o guitarrista Brian May, o baterista e percussionista Roger Taylor e o baixista John Deacon, não conseguiriam seguir adiante com o grupo.

Mas o tempo passou, e o que era temeridade revelou-se realidade. Mesmo sem John Deacon, que está sabiamente aposentado e não topou a parada, Roger Taylor e Brian May resolveram ressuscitar o Queen, que toca hoje e amanhã na Via Funchal, em São Paulo, e no dia 29 na HSBC Arena, no Rio de Janeiro. No lugar de Freddie Mercury, o público verá Paul Rodgers, cantor do extinto grupo Bad Company.

Produzido pela Mondo Entretenimento, o Queen volta ao país 23 anos após sua última e consagradora passagem pelo Brasil, em 1985, durante o primeiro Rock in Rio. A turnê nacional faz parte do lançamento do álbum "The Cosmos Rocks", que marca a volta do grupo aos estúdios depois de 13 anos e é seu primeiro disco sem Freddie Mercury.

O baterista Roger Taylor deu esta entrevista por telefone, do Chile, no início da semana passada, para explicar o que os motivou a reformar o grupo. "Mais do que tudo, é a nossa profissão. É o que fazemos e o que nos sentimos bem fazendo", afirmou o baterista.

Vocês já fizeram mais de 70 shows da turnê de retorno. Como está sendo essa excursão mundial? 
Tem sido algo parecido com um renascimento. Voltar a tocar como o Queen é como redescobrir o prazer de ter integrado aquela banda, de reencontrar a si mesmo. Nós temos as nossas forças criativas intactas, não havia razão para não retomar tudo. Nós somos mesmo o Queen, nós o criamos e tocamos durante anos aquelas músicas.

Há fãs mais radicais que não pensam assim, que acham que é uma traição à memória de Freddie Mercury. Vocês têm enfrentado contratempos com esses fãs? 
Não tivemos reações ruins em nenhum lugar dos 74 shows que fizemos até agora. Na Ucrânia, cerca de 300 mil pessoas foram ver o show. Em cada lugar, o carinho tem sido imenso: Moscou, Paris, Belgrado, Roma. Veja: Freddie é impossível de ser substituído, todo mundo sabe disso. Mas Paul (Rodgers) também tem uma longa carreira na música, tocou em bandas memoráveis, e o próprio Freddie era seu fã. Ele não tenta ocupar o lugar nem imitar. Ele é ele mesmo, e nós estamos tocando as músicas que amamos e que ajudamos a popularizar no mundo todo.

Você lembra da última vez que vocês tocaram tendo Freddie à frente da banda? 
Sim, claro. Foi em 1986, em Naples, Inglaterra. Foi um show muito bom, com uma incrível reação da audiência. Freddie foi fantástico. Era meu melhor amigo, além de ter um admirável senso de humor. Sempre fazia todo mundo rir, era muito engraçado.

Você tem acompanhado o movimento de novas bandas na Inglaterra e nos Estados Unidos? O que tem ouvido de bom? 
Há grandes bandas surgindo, sempre houve. O que noto é que a tendência mais bacana atualmente é a volta do rock'n'roll. Ele está de volta, e isso é ótimo. Gosto de bandas como o Muse, o Foo Fighters. Mas tem uma que gosto ainda mais do que todas, uma banda da Islândia chamada Sigur Rós. Conhece? Eles são um tanto experimentais, mas é um som apaixonado, em movimento, vivo. Adoro essa banda.

O mundo vive uma convulsiva crise econômica. Você tem noção de como ela vai atingir o show biz? 
Bom, eu não entendo muito de economia nem de matemática. Talvez essa movimentação toda, a quebradeira, seja algum tipo de justiça (risos). Acho que há muita irresponsabilidade na condução da economia. É algo da natureza humana, quando há dinheiro em jogo, esquecerem-se das regras, da educação. Mas eu sempre vejo que o show biz é a última área a ser atingida pela recessão. Tenho a impressão de que, se vier uma crise, seremos os últimos a senti-la, porque as pessoas têm necessidade de se divertir, de espairecer.

O que vocês prometem com seu show no Brasil? Tem algo que possa surpreender? 
É um show com todos os clássicos do Queen, porque sabemos que as pessoas querem ouvir essas músicas. Não é só algo nostálgico, porque são canções que surgem sempre novas, como se as estivéssemos redescobrindo. E também temos um disco novo, com composições originais novas. Serão duas horas e meia de show. Nós temos fantásticas lembranças do Brasil, foi o lugar onde fizemos shows memoráveis, então sabemos da responsabilidade. Ninguém sairá desapontado, pode ter certeza.

Criatividade ficou de fora do novo CD 
Jotabê Medeiros 

As faixas de "The Cosmos Rocks", novo disco da banda Queen, foram escritas por Brian May, Roger Taylor e Paul Rodgers no ano passado e no começo de 2008. O início foi com um caráter meio beneficente, tanto que a música "Say It's Not True" foi lançada para angariar fundos destinados a pesquisas contra a Aids, em uma campanha internacional comandada por Nelson Mandela.

As guitarras são bem tocadas, a bateria é das melhores, a voz do cara à frente é boa e bem colocada e potente. Mas então, por que o disco novo do Queen é tão ruim? Bem, por diversas razões, a primeira delas porque é um pop-rock ultrapassado e com letras sem imaginação, mais para Air Supply do que para o velho Queen.

Apesar da excelência dos seus artífices, a criatividade ficou de fora desse novo trabalho, que está sendo lançado no país simultaneamente à passagem da nova turnê do grupo pela EMI (acompanhado de um DVD com uma hora de duração, que traz imagens do show da banda no Japão, aí sim com os velhos sucessos do Queen do tempo de Freddie Mercury).

Peso 
Quando o novo Queen soa mais pesado é bem melhor. É o caso da faixa "Still Burnin'", a única que se salvaria desse lote de 14 canções novas. "Ainda queimando, ainda berrando, ainda dando um rolê. Melhor do que nunca, cara. Ainda dançando, ainda pilotando, mergulhando no céu. O rock'n'roll nunca morre", diz a letra.

Bom, pode ser que o rock'n'roll não morra jamais, mas que ele fica baleado ele fica. Chris Jones, da BBC, escreveu que o Queen era como um híbrido de Led Zeppelin e de Royal Opera House, por conta de sua cozinha de peso e seu senso teatral, operístico. Perdendo-se essa possibilidade, o novo Queen está mais próximo de um travesti em um show de boate decadente imitando seus ídolos, uma Gloria Gaynor com pegada de blues rock.

Há algumas tentativas de crítica social e política, como em "C-lebrity" e "Warboys", mas que soam inócuas, meio tardias, sem fundamento. Os veteranos do Queen e Paul Rodgers têm todo o direito de tentar uma nova vida, e é salutar que tenham resolvido gravar um disco com canções inéditas, inovando com algum tempero reggae ("Call Me") e condimentos tex mex ("Voodoo"). Mas ainda não foi dessa vez que acertaram o ponto de cozimento.

Confira 
Queen Paul Rodgers 
The Cosmos Rocks 
EMI Music 14 faixas
Quanto: R$ 32,90, em média