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quarta-feira, 30 de março de 2011

'F.A.M.E.' põe Chris Brown no topo da parada americana pela primeira vez

'F.A.M.E.', novo disco do cantor, foi o CD mais vendido da semana nos EUA.
Pela quarta vez, o ex-namorado de Rihanna conquistou uma vaga no top 10.

cantor norte-americano Chris Brown (Foto: Divulgação)


Pela primeira vez em sua carreira, o cantor Chris Brown chegou ao primeiro lugar da lista de discos mais vendidas divulgada nesta quarta-feira (30) pelo site da revista "Billboard". De acordo com a publicação, "F.A.M.E." foi o álbum mais vendido da semana nos EUA.

Foram comercializadas 270 cópias do novo trabalho do cantor de R&B, que em 2009 agrediu sua então namorada Rihanna e foi condenado a cinco anos de condicional, prestação de serviços à comunidade e um curso sobre violência doméstica.

O novo álbum de Brown é seu quarto a chegar ao top 10 dos discos mais vendidos nos EUA. Sua estreia conseguiu um segundo lugar em 2005, "Exclusive" (2007) obteve a quarta colocação e "Graffiti" (2009) faturou o sétimo posto.

G1

domingo, 12 de dezembro de 2010

Restart recebe Disco de Platina no Domingão do Faustão



Pe Lanza falou pela primeira vez sobre o longa durante a gravação do Show da Virada, em São Paulo



Nesta quarta-feira, 24, os integrantes do Restart anunciam um filme sobre a banda para 2011. Pe Lanza falou pela primeira vez sobre o longa durante a gravação do Show da Virada, em São Paulo. A primeira reunião com a produção do filme será realizada nesta quinta-feira, 25.

"O filme mostra o que a gente é", contou o vocalista do Restart.

domingo, 18 de julho de 2010

Restart deve lançar disco em espanhol

Em entrevista ao jornal carioca O Dia, a banda Restart confirmou que esta gravando um disco inteiramente em espanhol. A primeira experiência internacional do grupo foi com a versão em espanhol do hit Levo Comigo, que virou Te Llevo Conmigo. O disco ainda não tem data de lançamento.

Segundo a matéria, o Restart, que já vendeu 50 mil cópias do seu disco homônimo de estreia, também pretende lançar um DVD com imagens das turnês e um EP inédito.


 Fonte: Vírgula

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Norah Jones: Novo disco em em novembro

Foto

A cantora Norah Jones. (Foto: Divulgação)


A cantora e compositora Norah Jones deixará de lado suas raízes do jazz em seu quarto álbum. O lançamento de seu novo trabalho, "com mais guitarras", será em novembro, informou a gravadora Blue Note Records.


O produtor Jacquire King - do Kings of Leon e Modest House - está trabalhando com ela no projeto ainda sem título, que trará contribuições dos compositores Ryan Adams, de Will Sheff, do Okkervil River, e do colaborador antigo de Jones, Jesse Harris, que assinou o hit "Don't know why".

"Eu entrei em contato com Jacquire inicialmente porque ele montou um dos meus discos favoritos de todos os tempos, 'Mule variations', de Tom Waits", disse Jones em um comunicado.

A artista disse ainda que diversificou sua influência do jazz no novo álbum e toca mais guitarra do que piano.

Além de trabalhar com um novo produtor e compositores, Jones fez algumas mudanças em sua banda. Entre os músicos que tocam no novo álbum estão o baterista Joeu Waronker (Beck e R.E.M). e James Gadson (Bill Withers), o tecladista James Poyser (Erykah Badu e Al Green) e os guitarristas Marc Ribot (de Tom Waits e Elvis Costello) e Smokey Hormel (de Johnny Cash e Joe Strummer).

"Tenho tocado com os mesmos músicos há bastante tempo", disse Jones. "Ainda somos todos amigos e eu espero que a gente ainda toque juntos outras vezes, mas eu sinto que é um bom momento para trabalhar com novas pessoas e experimentar sons diferentes."

O novo álbum de Jones será o primeiro desde "Not too late", de 2007, que vendeu 1,58 milhão de cópias, de acordo com a Nielsen SoundScan.

g1

domingo, 5 de outubro de 2008

Skank novamente diferente

Skank - Te Ver


Skank está diferente... de novo


Depois de 17 anos de estrada, é possível dizer que, se o Skank tem um padrão, é o de permitir-se navegar por mares diferentes a cada novo disco. E, mesmo resgatando uma parceria do passado, com o produtor Dudu Marote (que trabalhou com a banda nos ótimos "Calango", de 1994, e "O Samba Poconé", de 1996), "Estandarte", décimo álbum da banda, exala frescor.

As 12 faixas foram compostas a partir de janeiro deste ano, entre um show e outro, e misturam referências colhidas da MPB, do soul funk, dos Beatles e dos Stones, mas também de Kasabian e Oasis. "A gente se beneficia de ter uma formação musical diversa. Na banda, todo mundo ouve mais de um gênero musical. Vamos do pop rock à MPB, passando pelo Clube da Esquina, pelo jazz e pela música instrumental. Um gosto bem misturado que transparece em nosso trabalho", explica Samuel Rosa, vocalista, guitarrista e compositor da banda, em entrevista por telefone ao Caderno 2.

Ouça:
Skank - Renascença

Skank - Canção Áspera

Skank - Um Gesto Qualquer

As artes plásticas também são uma referência para "Estandarte". A capa do disco é uma pintura, como já é tradição nos lançamentos do Skank. Trata-se de uma obra do paranaense Rafael Silveira, 29 anos, artista influenciado pela publicidade dos anos 1940 e 1950, por quadrinistas como Robert Crumb e pelos pintores Mark Ryden e Eric White. Suas criações colorem ainda o encarte do álbum. Um bom convite à audição.

Modernidade 
Mudar sempre não é uma obrigação, mas é um fato do qual a banda se orgulha mesmo. "Somos uma banda que tem essa aptidão de assimilar sons e modernidade. Por isso não soamos datados. Não somos uma banda que faz um rockzinho dos anos 90, fazemos um som dos anos 2000", rebate.

Nesse sentido, a retomada do trabalho de produção com Dudu Marote pôde trazer novas referências. "Voltamos a trabalhar juntos quando regravamos ?Beleza Pura? (de Caetano Veloso). Queríamos um disco mais pulsante, que brincasse com levadas e grooves, e o Dudu, em sua essência, é um expert do ritmo", diz.

Na verdade, como o próprio Samuel confessa, "Estandarte" tem a cara da banda, mas tem muito da mão do produtor. "Ele interferiu toda hora. Questionava o jeito de cantar, mexia nas linhas de baixo com a bateria. O Skank nunca fez um disco sozinho. Eu acho até que ter uma pessoa de fora da banda é importante, porque nós precisamos ser confrontados e instigados o tempo todo para fazer um disco legal. Às vezes precisamos deixar de lado certas manias e vícios que um cara de fora pode ver melhor", opina Samuel.

E de fato, a parceria com Marote rendeu boas timbragens, arranjos moderninhos e um disco bem pop, que também aposta em caminhos menos óbvios. Entre as faixas, composições de Samuel com parceiros das antigas, como Nando Reis (dobradinha que se mantém desde o primeiro hit feito em dupla, "É uma Partida de Futebol", de 1996), Chico Amaral (figura conhecida nos discos do Skank) e César Maurício (ex-Virna Lisi e Radar Tantã).

Em suma, é um disco de boas e bem construídas canções: o single, "Ainda Gosto Dela", com participação de Negra Li, é um pop açucarado que agrada aos ouvidos; "Noites de Um Verão Qualquer" faz lembrar muito a fase "Calango"; "Escravo" é um rock quase indiano, meio Beatles, dos melhores do disco; e "Sutilmente", parceria com Nando Reis, tem violão que faz lembrar Clube da Esquina. 

O resultado, conquistado com a masterização luxuosa de Bob Ludwig (Paul McCartney, Nirvana e Led Zeppelin), é um belo disco, com ótimas performances de Haroldo Ferreti (bateria), Henrique Portugal (teclado) e Lelo Zanetti (baixo). "A gente tem mania de classificações, de rótulos, de separar em prateleiras. Eu acho também que o público pede isso, no início, porque quando se desconhece, se discrimina. Acho que nesse disco dá para ouvir ecos de coisas conhecidas. Sempre tem, é natural", completa.

Ouça sem parar 

Skank 
Estandarte 
Sony BMG 12 faixas
Quanto: R$ 23, em média.

Autor: Tatiana Wuo 
Fonte: A Gazeta

 SKANK - Vou deixar

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Disco de David Bowie é eleito o mais gay de todos os tempos


O álbum "David Bowie, The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders From Mars", lançado por David Bowie em 1972, foi eleito pelo site Out.com, o álbum mais gay de todos os tempos.

A lista foi feita com a ajuda de "gay experts", como Boy George, Rufus Wainwright e Cyndi Lauper, informou o Out.com. Segundo os time responsável pela seleção, os álbuns escolhidos "não incluem somente músicos homossexuais, mas qualquer disco que tenha relevância na votação".

Além de David Bowie, a lista inclui nomes como The Smiths, Indigo Girls, Elton John, Madonna e Cyndi Lauper.

Confira os 100 álbuns mais gays de todos os tempos:

01 David Bowie - The Rise and Fall of Ziggy Stardust And The Spiders From Mars
02 The Smiths - The Smiths
03 Tracy Chapman - Tracy Chapman
04 Indigo Girls - Indigo Girls
05 Judy Garland - Judy at Carnegie Hall
06 The Smiths - The Queen is Dead
07 Elton John - Goodbye Yellow Brick Road
08 Madonna - The Immaculate Collection
09 Cyndi Lauper - She's So Unusual
10 Antony And The Johnsons - I Am A Bird Now
11 Various - Hedwig And The Angry Inch Soundtrack
12 The Velvet Underground & Nico - The Velvet Underground & Nico
13 Ani DiFranco - Dilate
14 Erasure - The Innocents
15 George Michael - Faith
16 Queen - A Night at the Opera
17 Lou Reed - Transformer
18 George Michael - Listen Without Prejudice, Vol. I
19 The B-52s - The B-52's
20 Queen - A Day at the Races
21 David Bowie - Hunky Dory
22 The Gossip - Standing In The Way Of Control
23 Deee-Lite - World Clique
24 Sylvester - Living Proof
25 k.d. lang - Ingénue
26 Scissor Sisters - Scissor Sisters
27 Eurythmics - Sweet Dreams (Are Made of This) 
28 Queen - The Game
29 Pet Shop Boys - Actually
30 Diana Ross - Diana
31 Sarah McLachlan - Fumbling Towards Ecstacy
32 The Smiths - Meat Is Murder
33 The Smiths - Hatful Of Hollow
34 Donna Summer - Bad Girls
35 Yaz - Upstairs At Eric's
36 Madonna - Erotica
37 Blondie - Parallel Lines
38 Dusty Springfield - Dusty In Memphis
39 Laura Nyro And Labelle - Gonna Take A Miracle
40 Pet Shop Boys - Behavior
41 Melissa Etheridge - Yes I Am
42 ABBA - Gold
43 Prince - Purple Rain
44 Pet Shop Boys - Very
45 Bikini Kill - Pussy Whipped
46 Madonna - Ray of Light
47 The Magnetic Fields - 69 Love Songs
48 Cris Williamson - The Changer and the Changed
49 Patti Smith - Horses
50 Rufus Wainwright - Poses
51 Frankie Goes To Hollywood - Welcome to the Pleasuredome
52 Kate Bush - Hounds of Love
53 Culture Club - Colour By Numbers
54 Tori Amos - Little Earthquakes
55 David Bowie - Diamond Dogs
56 Team Dresch - Personal Best
57 Prince - Dirty Mind
58 Liz Phair - Exile in Guyville
59 Bronski Beat - The Age of Consent
60 R.E.M. - Automatic For The People
61 Sleater-Kinney - Dig Me Out
62 Jeff Buckley - Grace
63 Björk - Debut
64 Patti Smith - Easter
65 Le Tigre - Le Tigre
66 Soft Cell - Non-Stop Erotic Cabaret
67 Hüsker Dü - Candy Apple Grey
68 Nirvana - Nevermind
69 Frances Faye - Caught In The Act
70 Rent Original Broadway Cast - Rent
71 Elton John - Captain Fantastic and the Brown Dirt Cowboy
72 Donna Summer - Once Upon a Time
73 Various - Fame Soundtrack
74 Michael Jackson - Off the Wall
75 Carole King - Tapestry
76 Ani DiFranco - Imperfectly
77 New Order - Substance
78 Various - The Rocky Horror Picture Show Soundtrack
79 T. Rex - Electric Warrior
80 Rufus Wainwright - Want One
81 Scissor Sisters - Ta-Dah
82 Cher - Believe
83 Bette Midler - The Divine Miss M
84 Cyndi Lauper - True Colors
85 Nina Simone - Anthology
86 Madonna - Madonna
87 Madonna - Confessions On A Dance Floor
88 Hüsker Dü - Zen Arcade
89 Fifth Column - To Sir With Hate
90 Kate Bush - The Kick Inside
91 Grace Jones - Nightclubbing
92 Morrissey - Viva Hate
93 Sade - Lovers Rock
94 Hair Original Broadway Cast - Hair
95 Culture Club - Kissing To Be Clever
96 Nick Drake - Bryter Layter
97 Janis Ian - Between The Lines
98 Ferron - Testimony
99 Joni Mitchell - For The Roses
100 The Beatles - Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band

Fonte: yahoo Noticias

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Bloc Party: terceiro disco

Vídeo: Bloc Party - Ion Square - Intimacy - HM Video Song


O Bloc Party lançou seu terceiro disco, "Intimacy", sem dar tempo pra especulação. O álbum é muito bom, e a banda uniu o que de melhor apresentou, até agora, com "Silent Alarm", "A Weekend in the City" e "Flux". Por aqui, agradou bastante o disco "Feliz, Feliz", do Solana. Letras bacanas, ótimas melodias, qualidade de gravação acima da média e boas referências, com ecos de Los Hermanos, Beatles, Skank, Legião Urbana e até Pink Floyd. E o trio inglês Fujiya Miyagi, que esteve no Brasil em junho, está a ponto de lançar "Lightbulbs", seu segundo álbum. Claro que, pra nossa sorte, o trabalho já está na internet.

A Gazeta - Coluna B

terça-feira, 19 de agosto de 2008

AC/DC: novo álbum, ‘Black ice’, sai em outubro

Vídeo: NEW ALBUM BLACK ICE NEWS AC/DC 2008 (Tracklist and more)


‘Black ice’, novo álbum do AC/DC, sai em outubro
Sucessor de 'Stiff upper lip', de 2000, sai no dia 20 de outubro.
Disco será vendido nos EUA em lojas Wal-Mart e pelo site da banda.

O AC/DC anunciou o título e a data de lançamento de seu primeiro álbum em oito anos, “Black ice”. O disco será lançado no dia 20 de outubro nos Estados Unidos e vendido exclusivamente nas lojas Wal-Mart, Sam’s Club e pelo site oficial da banda.

O sucessor de “Stiff upper lip”, de 2000, reúne 15 faixas com produção de Brendan O'Brien. Nada menos do que quatro canções têm “rock ‘n’ roll” no nome, a exemplo do primeiro single (“Rock ‘n’ roll train”), que começará a ser tocado pelas rádios americanas a partir do dia 28 de agosto.

O grupo, que fará uma extensa turnê para divulgação do novo trabalho, recebeu apoio de sua gravadora. A Columbia diz estar planejando “diversas atividades para os fãs” na ocasião do lançamento.

A companhia vai lançar no dia 9 de setembro uma nova edição do DVD “No bull: The director's cut”, com a apresentação do AC/DC em Madri em 1996.

Confira o tracklist:

"Rock 'n' roll train"
"Skies on fire"
"Big Jack"
"Anything goes"
"War machine"
"Smash ‘n’ grab"
"Spoilin' for a fight"
"Wheels"
"Decibel"
"Stormy may day"
"She likes rock 'n' roll"
"Money made"
"Rock ‘n’ roll dream"
"Rocking all the way"
"Black ice"

Fonte: Do G1, em São Paulo

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

The Ting Tings: We Started Nothing

Vídeo: The Ting Tings - That's Not My Name


Uma dupla londrina ? Jules De Martino (bateria, guitarra e vocais) e Katie White (vocais, guitarra e baixo) ? é a feliz surpresa do ano. Fazendo uma mistura de rock com eletrônico e levadas dançantes, eles estão movimentando o mundo indie com canções despretensiosas e de grande apelo comercial. Em seu disco de estréia, há ótimas composições, como "Great DJ", que abre o disco; "That?s Not My Name", de letra divertida; e "Shut Up and Let Me Go", trilha de um comercial do Ipod e que tem cara de CSS. Diversão garantida.

The Ting Tings
We Started Nothing
Sony & BMG, 10 faixas
R$ 20

Aimee Duffy: Rockferry

Vídeo: Duffy - Rockferry


Este é o disco de estréia da cantora Aimee Duffy, uma galesa de 23 anos que despontou como finalista do programa de televisão "Wawffactor", versão do "American Idol" no País de Gales. O álbum "Rockferry" já atingiu o topo das paradas inglesas e o single "Mercy", deliciosa composição com um quê anos 60 e 70 (comparável aos sucessos de Amy Winehouse), ficou entre os cinco mais vendidos no Reino Unido. Ainda tem outras ótimas músicas como "Syrup & Honey", "Delayed Devotion" e "Warwick Avenue".

Duffy
Rockferry
Universal, 10 faixas
R$ 25

terça-feira, 22 de abril de 2008

Adriana Calcanhoto no balanço das ondas

Vídeo: Inverno - Show "Público"


Novo balanço

Quando o baiano Dorival Caymmi fala do mar em suas músicas, utiliza quase sempre o sentimento de personagens como pescadores e Iemanjá para descrever as características do ambiente praiano. Em seu mais recente álbum, "Maré", a gaúcha Adriana Calcanhotto percorre um outro caminho para retratar essas sensações. Mesmo tendo escolhido "Sargaço Mar", de Caymmi, para fechar o disco, a cantora faz uso da própria emoção para contar aquilo que ela considera uma de suas maiores paixões, as águas.

"Estou lidando com o mar mais como uma metáfora. Ele está ficando mais importante para mim, por conta dos autores, da literatura... eu tenho relação direta com o mar, gosto de estar perto dele, de mergulhar, de sair de caiaque...", comenta Adriana, em entrevista

Segundo a cantora, chegar a esse tema novamente em um disco – o álbum "Marítimo" (1998) também fala da relação da compositora com o oceano – foi um processo que apareceu durante a escolha das músicas. "Eu tinha um bloco de 20 canções e percebi que a maioria, de alguma forma, falava do ambiente marítimo", comenta.

Escolhas

Para contar seus próprios sentimentos em relação à temática, Adriana Calcanhotto utilizou-se do choque de gerações entre os compositores escolhidos. Se, por um lado, ela regrava músicas de Caetano Veloso com Ferreira Gullar, Waly Salomão, Caymmi, Arnaldo Antunes e Marina Lima, por outro, ela mergulha de cabeça nas criações de novatos como Moreno Veloso, Kassin e Torquato Neto. "Isso é tranqüilo, porque, na verdade, eu escolho canções e não pessoas. As pessoas eu escolho para tocar. E, por causa dessas canções, eu juntei essas pessoas que dificilmente andam juntas", afirma.

Sobre os músicos desta nova geração que atuam no álbum, ela afirma que gosta da inventividade que eles agregam. "Eles nunca aparecem com coisas óbvias. Como são autores, se relacionam com as canções em um modo de apropriação, assim como eu. Isso é uma real parceria".

Um exemplo disso é a música "Porto Alegre". Nessa homenagem à cidade natal da cantora, o compositor Péricles Cavalcanti utilizou-se do sensual ritmo caribenho do calipso – que nada tem a ver com a banda liderada por Joelma, sucesso de massa no Brasil. "Essa música não me arrebatou em um primeiro momento, como uma outra que acabou não entrando. O que me fez gravá-la foi o arranjo do Kassin. A guitarrada dele casou com as minhas idéias polirrítmicas. O baixo e a bateria me conquistaram, assim como a poderosa conga que o Moreno gravou".

Transição

Por conta de tanto cuidado com o novo disco, Adriana mostra-se, de certo modo, chateada com o fato de o álbum ter vazado na internet antes de seu lançamento oficial no Brasil. "Isso é um pouco invasivo, assim como jornalistas que fazem uso disso e acabam dando informações erradas. E é isso o que tem acontecido. Estamos vivendo uma transição de formato, e está fora de controle de qualquer um. Além disso, a qualidade sonora é uma pena".

Talvez por conta das incertezas em relação aonde as correntezas podem levar o disco, Adriana tem se preocupado mais com a música do que com a indústria. "Sou a favor de ouvir música com qualidade", conclui.

ANÁLISE

A inspiração do oceano

Vitor Lopes
Jornalista

Quando Pedro Álvares Cabral se lançou ao mar para descobrir o Brasil, o navegador tinha o oceano como campo de incertezas, mas que poderia resultar em férteis resultados e ganhos para sua carreira. O mesmo acontece com Adriana Calcanhotto, que decidiu lançar "Maré" primeiro em Portugal para depois chegar ao Brasil. Cabral olhou para o mar e se sentiu desafiado. Adriana mirou o oceano e fez desse profundo mistério o redescobrimento da própria carreira, que aparece revigorada mesmo ao tratar de um tema tão comum nas artes brasileiras.

Se inúmeros artistas se acomodam em regravações de velhos chavões (e as comemorações dos 50 anos da bossa nova estão aí para mostrar isso), Adriana Calcanhotto, ao chamar novos músicos como Domenico Lancellotti, Kassin e Moreno Veloso, por exemplo, joga um sopro de originalidade em uma MPB cada vez mais acostumada a cultuar medalhões.

Como tem coragem de ousar, a cantora dança o caribenho ritmo do calipso, o argentino tango, relembra a sonoridade de "Partimpim", aprofunda suas composições e faz de "Maré" o melhor disco da sua carreira.

Ouça

Adriana Calcanhotto

CD “Maré”

Sony BMG 11 faixas

Quanto: R$ 26,90

Ouça na web

Faixas do disco no site www.gazetaonline.com.br/entretenimento

Sérgio Mendes recria clássicos da bossa em seu novo disco

Vídeo: Sergio Mendes New Video "That Heat"


Sérgio Mendes recria clássicos da bossa em seu novo disco



Dois anos atrás, depois de um hiato de uma década, Sérgio Mendes lançou o CD "Timeless", que – alavancado pela nova versão de "Mas Que Nada", com o grupo de hip-hop americano Black Eyed Peas – vendeu como água em vários países do mundo, inclusive no Brasil, e lhe rendeu um Grammy Latino. Agora, do caldeirão do músico brasileiro sai "Encanto", uma espécie de continuação de "Timeless", como o próprio define. "É claro que é uma seqüência, mas ‘Encanto’ tem um novo perfume", diz o pianista niteroiense, radicado há 44 anos nos Estados Unidos.

O novo aroma, segundo ele, foi trazido pelos artistas convidados a recriar canções, misturando samba, rap, batuque e o piano de Mendes. É uma miscelânea que possivelmente agrada a estrangeiros vidrados nos sons dos trópicos, mas não aos puristas. Lançamento da Universal, o CD, que tem quatro canções de Tom Jobim, duas de João Donato e duas de Carlinhos Brown, tem produção de Mendes, em parceria com o rapper will.i.am, do Black Eyed Peas, com quem ele já havia trabalhado em "Timeless".

Tudo começa com o clássico "The Look of Love" (Burt Bacharach/Hal David), na voz de Fergie, a loura companheira de will.i.am. O próprio aparece em "Funky Bahia", dele e de Carlinhos Brown, com o cantor de R B Siedah Garrett. E também em "Água de Beber" (Tom e Vinicius). São três faixas em que a mistura de elementos causa certo estranhamento. O mesmo se pode dizer de "Waters of March" ("Águas de Março"), entregue à cantora de jazz Ledisi. A obra-prima de Tom Jobim é apresentada, ainda, em francês – "Les Eaux de Mars" é cantada pelo grupo belga Zap Mama.

O disco tem ainda sotaque italiano. É de Jovanotti, rapper que aparece em "Lugar Comum" (João Donato/Gilberto Gil). "Cada um deles tem sua mágica, canta em sua língua. É meu disco mais internacional", acredita Mendes.

Mistura

"Encanto" traz também versões mais convencionais, caso de "Somewhere in the Hills" ("O Morro Não Tem Vez", outra de Tom e Vinicius), com Natalie Cole; a bossa-novista "Dreamer" ("Vivo Sonhando", de Tom), com a cantora Lani Hall, vocalista do Brasil’66 de Mendes, e o trompetista Herb Alpert, outro antigo colaborador; e "E Vamos Lá" (João Donato/Joyce). Esta última tem bis em espanhol, com o astro latino Juanes, e fica praticamente irreconhecível.

Os mais de 40 anos de carreira e o sucesso comercial mundo afora – "Timeless", por exemplo, chegou a disco de ouro no Brasil, Japão, Inglaterra e Alemanha, Mendes enumera – lhe dão tranqüilidade. Ele não tem a pretensão de agradar a todos e dá de ombros aos críticos que o acusam de pasteurizar a música brasileira para vendê-la no exterior. "A idéia é levar nossa música para uma nova geração", explica. "A originalidade do trabalho está em misturar essas canções, fazer releituras. Senão seria fazer o mesmo, tudo de novo. 'Águas de Março', por exemplo, gravamos em inglês e em francês, de uma maneira totalmente diferente da que fiz há 30 anos. A canção está intacta. O que mudou foi a batida. A melodia e a harmonia não mudaram. Agora, vai ter gente que vai gostar e gente que não vai gostar..."

Ouça

Sergio Mendes

CD "Encanto"

Universal 14 faixas

Quanto: R$ 30, em média

Fonte: A Gazeta