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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Giuliano Manfredini, filho de Renato Russo assume legado da já lendária banda Legião Urbana

Filho de Renato Russo assume legado da já lendária banda Legião Urbana
Giuliano Manfredini, que completou 23 anos em março, passou a gerir o acervo no lugar da sua avó, mãe do cantor
Cabeça dura, teimoso, empreendedor, excelente para começar projetos, para colocar fogo nas ideias. O produtor Giuliano Manfredini enumera assim as características do seu signo, Áries, o mesmo do seu pai, Renato Manfredini, o Renato Russo. O pai de Giuliano morreu quando este tinha 7 anos, e ele, que completou 23 anos em março, acaba de assumir o que chama de "espólio intelectual" do seu velho (até então, era a mãe do cantor, avó de Giuliano, que geria tudo).

Não é pouca responsabilidade: foram cerca de 25 milhões de discos vendidos em 14 anos de atividade, números de megagrupos como Oasis ou The Cure. A Legião Urbana foi (e continua sendo) um dos maiores fenômenos da música na América Latina. Manfredini já assume com o desafio de coordenar a celebração dos 30 anos da banda, que começa neste final de ano com a estreia do longa-metragem Faroeste Caboclo, com Isis Valverde, a Suélen, no papel da Maria Lúcia da canção.

Giuliano chama a atenção por ser quase uma antítese do pai. Nunca responde uma pergunta de bate-pronto, sempre inicia com uma palavra que, não raro, substitui por outra que considera mais adequada. É superponderado. Renato Russo era uma metralhadora verbal (há episódios em que xingou críticos de "bichas mal-amadas"), atacava detratores ferozmente. Algumas vezes, quando o tema é mais controverso, Giuliano pede delicadamente: "Me preserve disso, tá bom?" Não deixa nem o interlocutor terminar a pergunta para assegurar que não vai respondê-la.

"Não sou careta, mas não bebo. Sou tranquilo. Sou espírita kardecista, e o que mais gosto de fazer é ir ao cinema e ler. Também adoro comer o melhor da baixa culinária", diz rindo o produtor, num perfil relâmpago de si mesmo. Não namora atualmente, diz. Aos 21, namorava Anna Cecília, mas acabou. "É tudo fortuito. Ainda não achei a pessoa certa, vai demorar um pouco. Até porque estou assumindo a Legião, tô muito focado."

Ele diz que seu comportamento low profile também é parte de sua responsabilidade como condutor do legado da banda. "Os papéis se invertem. Ele era um criador, um artista, e eu tenho outra função: cuidar, preservar, difundir", explica o rapaz, que vive em Brasília, mas procura apartamento em São Paulo - acredita que na capital paulista as condições são mais adequadas para desempenhar melhor sua função.

Giuliano está trabalhando em uma infinidade de projetos relacionados à Legião. Em maio, ele se mostrou contrariado com a iniciativa dos outros dois remanescentes da banda, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, de reunirem a banda em torno do ator Wagner Moura para um show da MTV, em São Paulo. Ele é atualmente o dono de 100% da marca Legião Urbana, e ninguém pode realizar nada relacionado ao seu legado sem pedir autorização a Giuliano. Na época, ele disse: "Nenhuma obra em conjunto pode ser decidida unilateralmente".

O produtor estuda modelos para criar o Instituto Renato Russo, uma instituição que será voltada para ações de apoio e conscientização de dependentes de drogas. Ele diz que a própria agonia final do pai, que foi alcoólatra e usava drogas, o motivou a criar o instituto. Às vezes, quando estava em Brasília, Renato abusava de alguma substância e ia dormir em casa de amigos, para que o filho não visse o seu estado.

Outro fato que o motivou a criar o Instituto Renato Russo foi a revelação, pela TV, de que o antigo baixista da banda, Renato Rocha, o Negrete, estava vivendo como sem-teto no Rio de Janeiro. "Meu pai adorava o Negrete. Eram muito amigos, e ele não deixaria que ele terminasse assim. Eu vou fazer o que meu pai faria, vou tentar ajudá-lo", disse.


"A Legião Urbana é uma empresa, e foi criada por meu pai. Temos advogados, estrutura de comunicação, marketing, planejamento. Mas a maneira que eu lido com isso tudo é mais terna, mais familiar. Não gosto de gritar ordens. Acredito que a forma como se relaciona com as pessoas muda até a qualidade do trabalho", afirma Manfredini, que também é dono da produtora Mundano.

Giuliano não gosta de falar da parte materna de sua família. Sabe-se que sua mãe, Raphaela Manoel Bueno, era uma moça de origem humilde da Ilha do Governador. Giuliano foi adotado por Renato Russo e criado pela avó materna, Maria do Carmo, a Carminha. Em 2004, houve um processo judicial movido pela família da mãe, mas os pais de Renato Russo ganharam na Justiça o direito de manter a guarda do garoto até sua maioridade. Renato vivia no Rio de Janeiro, mas Giuliano conta que o pai nunca o deixou largado.

"Vinha sempre me visitar, escondido. Me protegia do assédio, passeávamos. Ele me fazia ver filmes repetidamente, e me ensinava a ler livros. Lembro muito dos Natais em família, a gente ia para o apartamento dele no Rio, eu era muito amado. Vim muito novo para Brasília, mas ele dava o norte de como eu deveria ser criado", conta. O resultado é quase um anti-Renato Russo. "Quero casar, ter família, sou desse tipo de cara." No início, Giuliano até que teve pretensões artísticas. Tocou guitarra numa banda de rock chamada Síndrome, mas logo jogou a toalha nas pretensões de ser artista e passou para o outro lado do balcão. Está no sétimo semestre de Direito e também termina o curso de Administração.

Renato Russo teve dois grandes amores em sua vida, lembra Giuliano. "Um menino e uma menina", brinca, lembrando da letra do pai. O primeiro foi a nipo-brasileira Suzy, um namoro de juventude. "Meu pai me apresentou a ela, é um doce de pessoa. Está casada, vive em Brasília." Depois, namorou o americano Robert Scott Hickmon, que conheceu em Nova York (e vive atualmente em São Francisco).

Toda a história de Renato Russo está agora nas mãos de Giuliano. "Meu pai deixou um universo a ser descoberto. E eu vou organizar isso. Cada um que o descreve mostra apenas um lado. Mas não há uma verdade única", pondera.

domingo, 3 de junho de 2012

MTV bate recorde de audiência com Tributo à Legião Urbana

MTV bate recorde de audiência com Tributo à Legião Urbana
Apesar das críticas à performance do ator, que teria desafinado, a atração marcou 1,2 pontos no ibope
Tributo à Legião Urbana, com Wagner Moura. Foto: AE_JBNeto

MTV comemora ibope de especial. A emissora musical conquistou a maior audiência do ano com a exibição do Tributo à Legião Urbana, com o ator Wagner Moura nos vocais.
Apesar das críticas à performance do ator, que teria desafinado, a atração marcou 1,2 pontos no ibope. Para se ter uma ideia de quanto isso significa para o canal, o ibope do show foi superior ao do evento líder de público e faturamento da MTV, o "VMB", premiação musical promovida anualmente pela emissora.

Detonautas: vocalista comenta sobre Tributo à Legião Urbana

Tico Santa Cruz, vocalista do DETONAUTAS RQOUE CLUBE, escreveu em seu blog sobre o Tributo à Legião Urbana e a perfomance do ator Wagner Moura nos vocais e o post na íntegra pode ser lido abaixo.

Assisti a partes do Tributo ao Legião Urbana.
Não pediram minha opinião, mas darei mesmo assim:

O que vi foi a celebração de uma banda que é atemporal, que transcende modismos, tendências e intolerâncias. Músicas que podem ser e são cantadas por qualquer pessoa que goste de boas canções. Muito diferente do Uga Uga que prospera há tempos pelo Brasil.

Legião Urbana é sinônimo de resistência, de poesia, de literatura, de conhecimento. Questões que parecem não interessar muito na Era da pulverização de chamados Sensacionalistas e pobres de vocabulário.

Renato Russo escreveu provavelmente a versão de boa parte dos conflitos, incertezas e questionamentos de uma geração. E isso não sucumbiu as mudanças do comportamento mais de vinte anos depois.

Tecnicamente falando Wagner Moura desafinou algumas vezes, mas quem não desafina? Muitas pessoas Celebradas atualmente não desafinam só nos palcos, mas desafinam na vida. Wagner é um ator ímpar, um profissional comprometido, um ARTISTA que tem voz política e social. Um cara de coragem que assumiu a responsabilidade de cantar hinos que marcaram a vida de muitas pessoas.

Responsabilidade que tem um preço e consequências, mas que exige acima de tudo coragem, e todos os que saem de seu campo de conforto e partem para expressões que exigem coragem tem minha admiração, acertando ou errando.

Foi deixado CLARO o tempo inteiro que não era a VOLTA do Legião Urbana com outro vocalista e sim uma homenagem, não a Renato Russo mas a TODOS os integrantes do grupo. Dado e Bonfá continuam firmes e fortes e são remanescentes do tempo em que o ROCK ainda era ROCK e não esse salão de beleza que se tornou as custas de uma outra LEGIÃO, a legião dos lobotomizados.

Poucos cantores no Brasil tem capacidade vocal para chegar ao nível do Renato Russo, portanto é bobagem julgar por essa visão. A meu ver o único que poderia fazer esse alcance vocal com competência seria Toni Platão. Mas este é outro assunto. O Tributo ao Legião Urbana é também um produto feito para TV e por isso precisa de polêmicas para se espalhar.

O público cantou. Como eu já cantei, como você que gosta dessa banda já cantou no banheiro, no carro, no Karaokê ou em qualquer lugar. Porque a MÚSICA é maior que tudo isso e é pela MÚSICA que aquelas pessoas se reuniram para celebrar.

Wagner se arriscou, assumiu como fã o lugar no palco que era do seu ídolo. Mas não se colocou como se fosse o seu ídolo, fez do seu jeito o que acreditou e cantando bem ou mal o fez com verdade. Verdade é outra coisa em falta nos comandos artísticos atuais. Tudo muito produzido e combinado para render notinhas nos sites de fofoca ou Trending Topics do Twitter.

O que me deixou estarrecido foi a falta de respeito das pessoas com os artistas.

Como se fosse uma vingança cega pelos anos em que artistas eram blindados em seus mundos irreais.

As Redes Sociais foram tomadas de Canibais Pelados de Miami sedentos por desfigurar a imagem daquelas pessoas sem dó nem piedade, alguns só pelo prazer.

Uma Coisa é fazer uma crítica. Gostei por essas razões, não gostei por estas outras razões. Outra completamente diferente é ofender, humilhar e espezinhar com aqueles que estavam ali.

Os Canibais Pelados do Twitter e do FaceBook estavam cuspindo carne para todos os lados enquanto eram aplaudidos, curtidos e repassados adiante.

Uma prática que vem se tornando recorrente não só contra artistas, mas entre as pessoas em geral. A prática do desrespeito gratuito.

Na posição de "tuiteiro" qualquer um pode falar sobre qualquer coisa mesmo quando não tem talento nem para sair de casa!

As Redes Sociais deram voz a muita gente que antes tinha medo e vergonha de falar em público, mas alguns provaram que estavam certos!

Temos que estar atentos ao comportamento que esta sendo estimulado e como isso vem se refletindo entre os jovens. Não significa controlar, nem calar, nem censurar, nem tirar a voz dessas pessoas, apenas estar atento para não ser contaminado sem perceber pelo mesmo sentimento e reproduzi-lo em troca de alguns RTs ou Curtições.

Concluo então com um questionamento do Próprio Renato Russo que certa vez cantou: “Me diz porque que o céu é azul, explica a GRANDE FÚRIA DO MUNDO...”

Tico Sta Cruz"

Santa Cruz já participou de um tributo à Renato Russo em 2005, quando o DETONAUTAS ROQUE CLUBE gravaram "Daniel na Cova dos Leões" para o CD e DVD "Renato Russo: Uma Celebração", que foi lançado no ano seguinte e rendeu um especial para o canal pago Multishow.




Por André Nascimento  Fonte: Bloglog -Tico Santa Cruz

domingo, 30 de outubro de 2011

Quem Inventou O Amor (Antes das seis) - Legião Urbana

Antes Das Seis
Legião Urbana



Quem inventou o amor?
Me explica por favor

Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Vem e me diz o que aconteceu
Faz de conta que passou
Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Daqui vejo seu descanso
Perto do seu travesseiro
Depois quero ver se acerto
Dos dois quem acorda primeiro
Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Enquanto a vida vai e vem
Você procura achar alguém
Que um dia possa lhe dizer
-Quero ficar só com você
Quem inventou o amor?

domingo, 18 de setembro de 2011

Vamos Fazer um Filme. Legião Urbana

Vamos Fazer um Filme

Legião Urbana




Achei um 3x4 teu e não quis acreditar
Que tinha sido há tanto tempo atrás
Um bom exemplo de bondade e respeito
Do que o verdadeiro amor é capaz
A minha escola não tem personagem
A minha escola tem gente de verdade
Alguém falou do fim-do-mundo,
O fim-do-mundo já passou
Vamos começar de novo:
Um por todos, todos por um
O sistema é mau, mas minha turma é legal
Viver é foda, morrer é difícil
Te ver é uma necessidade
Vamos fazer um filme
O sistema é mau, mas minha turma é legal
Viver é foda, morrer é difícil
Te ver é uma necessidade
Vamos fazer um filme
E hoje em dia, como é que se diz: "Eu te amo."?
E hoje em dia, como é que se diz: "Eu te amo."?
Sem essa de que: "Estou sozinho."
Somos muito mais que isso
Somos pingüim, somos golfinho
Homem, sereia e beija-flor
Leão, leoa e leão-marinho
Eu preciso e quero ter carinho, liberdade e respeito
Chega de opressão:
Quero viver a minha vida em paz
Quero um milhão de amigos
Quero irmãos e irmãs
Deve de ser cisma minha
Mas a única maneira ainda
De imaginar a minha vida
É vê-la como um musical dos anos trinta
E no meio de uma depressão
Te ver e ter beleza e fantasia.
E hoje em dia, como é que se diz: "Eu te amo."?
E hoje em dia, como é que se diz: "Eu te amo."?
E hoje em dia, como é que se diz: "Eu te amo."?
E hoje em dia, vamos Fazer um filme
Eu te amo
Eu te amo
Eu te amo

terça-feira, 24 de maio de 2011

Filho de Renato Russo ganha papel em filme 'Faroeste caboclo'

Filho de Renato Russo ganha papel em filme
'Queria fazer minha homenagem também', disse Giuliano Manfredini.
Aos 21 anos, ele se divide entre faculdade e uma produtora cultural.
O único herdeiro de Renato Russo,
Giuliano Manfredini, está participando
das gravações de 'Faroeste Caboclo'
(Foto: Divulgação)





O único filho de Renato Russo, Giuliano Manfredini, acompanha de perto as filmagens de “Faroeste caboclo”. De tão perto que acabou ganhando um papel na trama. “Ainda não posso falar sobre o personagem porque será uma surpresa. Queria fazer minha homenagem também”, conta Giuliano, fruto do relacionamento do vocalista da Legião Urbana com uma fã, Raphaela Bueno, morta em um acidente de carro em 1989.

Giuliano mora com a avó no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, e, aos 21 anos, se divide entre o curso de administração em uma faculdade particular e a administração prática de uma produtora cultural.

A carreira de produtor começou aos 16 anos, quando ele percebeu que seria difícil encontrar alguém que ajudasse na divulgação de sua banda de heavy metal. “Eu tinha uma banda que ninguém queria produzir, então peguei as rédeas e comecei a procurar shows para a banda. Também criava shows por conta própria, até que um dia um amigo deu a ideia de nos profissionalizarmos.”

A aproximação com a equipe que está filmando “Faroeste” aconteceu naturalmente. Além de único filho de Renato, Giuliano é herdeiro de grande parte do espólio das músicas da Legião Urbana. Mas diz que, quando se trata da banda, todas as decisões são tomadas em conjunto com os outros ex-integrantes da Legião, Dado Villa Lobos e Marcelo Bonfá, que hoje desenvolvem trabalhos solo.

“Eu sou o herdeiro do trabalho do meu pai, não de toda a obra da Legião Urbana. Cada um seguiu seu caminho e, por morarmos em cidades diferentes, não temos muito contato. Mantemos apenas uma relação profissional”, diz.

Giuliano (ao fundo de camisa xadrez) em cena com Ísis Valverde, que interpreta Maria Lúcia, e com Fabrício Boliveira, que dá vida a João de Santo Cristo (Foto: Hugo Santarém / Divulgação)

Quando as gravações de “Faroeste Caboclo” se encerrarem, Giuliano vai mergulhar em outro filme, dedicado a retratar a adolescência de seu pai nos anos 80. Dirigido por Antonio Carlos da Fontoura, “Somos tão jovens” terá Thiago Mendonça, que viveu o cantor Luciano em “Dois filhos de Francisco”, no papel de Renato Russo. As filmagens em Brasília estão previstas para começar no final de maio.

Giuliano está colaborando com a produção local e também na seleção de bandas para a trilha sonora. “Tento sempre me envolver em todos os projetos que cercam a Legião Urbana.”

Jamila Tavares




Do G1 DF

sábado, 26 de março de 2011

Legião Urbana - Giz (Um Amor Para Recordar)

Giz
Legião Urbana
Composição : Renato Russo / Dado Villa-Lobos / Marcelo Bonfá

E mesmo sem te ver
Acho até que estou indo bem
Só apareço, por assim dizer
Quando convém aparecer
Ou quando quero
Quando quero
Desenho toda a calçada
Acaba o giz, tem tijolo de construção
Eu rabisco o sol que a chuva apagou
Quero que saibas que me lembro
Queria até que pudesses me ver
És parte ainda do que me faz forte
E, pra ser honesto,
Só um pouquinho infeliz...
Mas tudo bem
Tudo bem, tudo bem... (2x)
Lá vem, lá vem, lá vem
De novo...
Acho que estou gostando de alguém
E é de ti que não me esquecerei
(Quando quero....
Quando quero...
Quando quero...
Eu rabisco o sol que a chuva apagou...
Acho que estou gostando de alguém...)


Urbana Legio Omnia Vincit

sábado, 12 de fevereiro de 2011

A via láctea - LEGIÃO URBANA (letra e vídeo)

A Banda Legião Urbana surgiu em Brasilia em 1982, Formada por Renato Russo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá lançaram mais de treze albuns e venderam mais de vinte milhões de cópias. Legião Urbana fez sua primeira apresentação em Minas Gerais em 1982. A Banda teve seu fim oficial em 1996, após a morte do mentor Renato Russo.

A Via Láctea

Legião Urbana

Composição: Dado Villa-Lobos/ Renato Russo/ Marcelo Bonfá
Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho
Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz...
Mas não me diga isso...
Hoje a tristeza
Não é passageira
Hoje fiquei com febre
A tarde inteira
E quando chegar a noite
Cada estrela
Parecerá uma lágrima...
Queria ser como os outros
E rir das desgraças da vida
Ou fingir estar sempre bem
Ver a leveza
Das coisas com humor...
Mas não me diga isso...
É só hoje e isso passa
Só me deixe aqui quieto
Isso passa
Amanhã é um outro dia
Não é?...
Eu nem sei porque
Me sinto assim
Vem de repente um anjo
Triste perto de mim...
E essa febre que não passa
E meu sorriso sem graça
Não me dê atenção
Mas obrigado
Por pensar em mim...
Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz
Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho...
Quando tudo está perdido
Eu me sinto tão sozinho
Quando tudo está perdido
Não quero mais ser
Quem eu sou...
Mas não me diga isso
Não me dê atenção
E obrigado
Por pensar em mim...
Não me diga isso
Não me dê atenção
E obrigado
Por pensar em mim...

Em 11/10/1996: Renato Russo (Legião Urbana) morreu em conseqüência de complicações causadas pela Aids (era soropositivo desde 1990), mas jamais revelou publicamente sua doença. Seu corpo foi cremado e suas cinzas lançadas sobre o jardim do sítio de Roberto Burle Marx.

Até os seis anos de idade Renato sempre viveu no Rio de Janeiro junto com sua família. Começou a estudar cedo no Colégio Olavo Bilac, ainda no Rio. Nessa época teria escrito uma bela redação chamada "Casa velha, em ruínas...", que nunca foi divulgada na integra.

Em 1967, mudou-se com sua família para Nova Iorque pois seu pai, funcionário do Banco do Brasil, fora transferido para agência do banco naquela cidade, onde foi introduzido à língua e cultura norte-americana.

Aos nove anos, em 1969, Renato e sua família voltam para o Brasil, indo morar numa casa na Ilha do Governador, Rio de Janeiro.

Em 1973 a família trocou o Rio de Janeiro por Brasília, passando a morar na Asa Sul. Em 1975, aos quinze anos, Renato começou a atravessar uma das fases mais difíceis e curiosas de sua vida quando fora diagnosticado como portador da epifisiólise, uma doença óssea. Ao saber do resultado, os médicos submeteram-no a uma cirurgia para implantação de três pinos de platina na bacia. Renato sofreu duramente a enfermidade, tendo que ficar seis meses na cama, quase sem movimentos.

Sua primeira banda foi o Aborto Elétrico, ao lado de Felipe Lemos e André Pretorius. Não durou muito, terminando por brigas entre Felipe e Renato. O Aborto foi a semente que deu origem à Legião Urbana, ao Plebe Rude e ao Capital Inicial, liderado por Dinho Ouro-Preto.

Renato Russo atingiu o auge de sua carreira como músico à frente da banda Legião Urbana, sendo compositor de praticamente todas as letras. Através do grupo, que ainda tinha Dado Villa-Lobos (guitarra), Renato Rocha (baixo de 1984 a 1988) e Marcelo Bonfá (bateria), Renato passou a ser reconhecido como um dos maiores poetas do rock brasileiro, criando uma relação com os fãs que chegava a ser messiânica.

No dia 22 de Outubro de 1996, onze dias após a morte do cantor, Dado e Bonfá, ao lado do empresário Rafael Borges, anunciaram o fim das atividades do grupo. Estima-se que a banda tenha vendido cerca de 15 milhões de discos no país durante a vida de Russo. Mais de uma década após sua morte, a banda ainda apresenta vendagens expressivas de seus discos.

Fonte desta matéria: Wikipedia

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Há Tempos, na voz de Renato Russo. A música da Legião Urbana carregada de sentimentalismo e tristeza.

Chamar Renato Russo de poeta não é exagero, se você considerar que todo poeta tem um “que” de sofrimento. Por isso talvez, as músicas da banda Legião Urbana sempre tenham sido carregadas de sentimentalismo e tristeza. Um dos melhores exemplos é Há Tempos, que Renato compôs com a ajuda de Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá. A música foi lançada em 1989, no álbum As Quatro Estações, o mais vendido e considerado por muitos o melhor do grupo.






Verso corta-pulso: “Dissestes que se tua voz / Tivesse força igual / À imensa dor que sentes / Teu grito acordaria / Não só a tua casa / Mas a vizinhança inteira”

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Legião Urbana: Há 25 anos nascia um mito

Na primeira semana de 1985, o assunto era único: a abertura do Rock in Rio, o primeiro grande festival de pop-rock que aconteceria no país. Tudo bem, o Rock in Rio fez história, ninguém tem dúvidas disso. Mas, naquela mesma semana, uma banda de rock, que ainda nem sonhava em pisar no grandioso palco da Cidade do Rock em Jacarepaguá, também fazia história. E quanta história...




Vinte e cinco anos atrás, a Legião Urbana colocava nas lojas o seu primeiro álbum, após a forcinha dos amigos dos Paralamas do Sucesso, que insistiram que os executivos da gravadora EMI ouvissem a fita demo de Renato Russo & companhia. Levando o nome da banda em seu título, e embalado em uma simples capa branca com uma foto em preto-e-branco, que mal dava para ver direito o rosto dos integrantes da banda, o álbum já trazia tudo aquilo que faria da Legião Urbana a maior banda da história do Rock Brasil então emergente na década de 80: um rock rápido e enérgico com letras geniais e contestadoras e, claro, a voz de Renato Russo.

Aliás, o cantor e compositor já era bem conhecido em Brasília bem no início dos anos 80. A sua ex-banda, o Aborto Elétrico, já agitava a vida noturna dos "antenados" (?!?) da capital do país. E isso sem contar com a sua fase de "Trovador Solitário", quando mandou (pelo menos, em termos) o punk para aquele lugar, para se espelhar no início da carreira de Bob Dylan.

Mas quando lançou o primeiro álbum ao lado de Dado Villa-Lobos (guitarra), Marcelo Bonfá (bateria) e Renato Rocha (baixo), Renato Russo colocou Sex Pistols, Smiths, Police, U2, Joy Division e outras influências no seu caldeirão. O resultado pode ser visto em faixas como "Será", "A Dança", "Ainda É Cedo", "Perdidos No Espaço", entre outras. Produzido pelo jornalista José Emílio Rondeau, "Legião Urbana", apesar de ter vendido pouco na época de seu lançamento, hoje é um clássico.


O jornalista Arthur Dapieve, no livro "Renato Russo", que traça um perfil do compositor, sintetizou o álbum com a costumeira competência: "Suas músicas falavam de como crescer sem perder a inocência ('Será'); do descaso das autoridades com a juventude do país ('Petróleo do Futuro'); da falência do sistema educacional ('O Reggae'); da violência na televisão ('Baader-Meinhof Blues'); da confusão das drogas ('Perdidos no Espaço'). Estava tudo amarrado na cabeça de Renato, inclusive o final reflexivo com 'Por Enquanto', embora no começo ele tenha pensado em fechar o LP com 'Teorema'."

Disco de estreia simples e clássico. Uma boa receita para fazer história.


As músicas do primeiro disco: 

Será (D. Villa-Lobos/ R. Russo/M. Bonfá)

A Dança (D. Villa-Lobos/ R. Russo/M. Bonfá)


Fonte: SRZD
Petróleo do Futuro (D. Villa-Lobos/R. Russo)

Ainda É Cedo (D. Villa-Lobos/R. Russo/M. Bonfá/Ico Ouro-Preto)

Perdidos no Espaço (D. Villa-Lobos/ R. Russo/M. Bonfá)

Geração Coca-Cola (Renato Russo)

O Reggae (R. Russo/M. Bonfá)

Baader-Meinhof Blues (D. Villa-Lobos/ R. Russo/M. Bonfá)

Soldados (R. Russo/M. Bonfá)

Teorema (D. Villa-Lobos/R. Russo/M. Bonfá)

Por Enquanto (R. Russo)




Musical conta trajetória de Renato Russo e da Legião Urbana



A emoção vai tomar conta do Cine Nove de Abril na próxima quarta-feira. O motivo é o Cultura para Todos especial, que traz o musical contando a trajetória de vida do líder da Legião Urbana, Renato Russo. A apresentação acontece às 20 horas e a entrada será um litro de leite do tipo longa-vida para o espetáculo único. A distribuição dos ingressos acontece segunda e terça-feiras da próxima semana.
O monólogo, dirigido por Mauro Mendonça Filho (ator da Rede Globo), escrito por Daniela Pereira de Carvalho, conquistou em 2006, no Rio de Janeiro, o Prêmio Shell. Interpretando o líder da banda, Bruce Gomlevsky, que no palco dá voz a todas as canções, vida e arte de um dos maiores nomes do rock nacional.
Dono de uma personalidade indomável, porta-voz dos anseios, angústias, amores e valores de toda uma geração, ícone da história do rock brasileiro. O legado de Renato Russo, líder da banda Legião Urbana, é acompanhado
 por essas e outras definições, mesmo 11 anos após sua morte.
A banda Arte Profana acompanha Bruce Gomlevsky no palco, onde terá show, projeções, banda ao vivo e 22 músicas no roteiro, entre clássicos da Legião Urbana e outras lançadas em discos solo do cantor.
Bruce Gomlevsky
Ator, produtor e diretor, formado pela Casa das Artes de Laranjeiras, há 13 anos trabalha em teatro, cinema e televisão. Em cinema, ganhou o prêmio Candango de Melhor Ator de Curta-Metragem 35mm no 32 Festival de Cinema de Brasília, com o filme Cão-Guia (1999), de Gustavo Acioly, e com o filme Nada a Declarar (2004), do mesmo diretor.
Ganhou também o Prêmio de Melhor Ator de Curta-Metragem no Festival de Cinema de Vitória e no Festival de Cinema de Curitiba. Em papel de destaque, participou de quatro longa-metragens brasileiros: Quase Dois irmãos (2005), de Lúcia Murat, Deus é brasileiro (2003), de Carlos Diegues, Apolônio Brasil (2003), de Hugo Carvana e Lara (2002), de Ana Maria Magalhães.
Em 2005, Bruce protagonizou o episódio Vila prudente, do seriado Carandiru, Outras Histórias (Rede Globo), dirigido por Walter Carvalho e com direção geral de Hector Babenco e esteve em cartaz com as peças O rim, de Patrícia Mello, com direção de Elias Andreato e produção de Carolina Ferraz e Eduardo Barata e Alta tensão, texto e direção de Heloísa Perissé.
Em 2006, produziu e dirigiu, ao lado de Daniela Pereira de Carvalho, a peça Línguas estranhas, e idealizou e estreou o espetáculo Renato Russo, a peça, que está em cartaz em circuito nacional, com sucesso de público e crítica, desde então. (
avozdacidade.com)



Último show do Legião Urbana ocorreu há 15 anos

Folha Online

Há 15 anos, na casa "Reggae Night" de Santos, ocorria o último show do grupo "Legião Urbana". O show fazia parte da turnê do disco "O Descobrimento do Brasil" e era apenas mais um de uma série que Renato Russo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá fariam.

Em determinado momento, uma lata de cerveja voou em direção ao palco. Um dos seguranças rapidamente a retirou para que Renato Russo não a visse. A segunda, porém, acertou o vocalista. Ele, então, deitou no chão e cantou nesta posição por 45 minutos. A produção teve certeza que não voltariam ao palco depois disso e, realmente, a turnê foi cancelada.

A banda já enfrentava problemas desde a turnê de "V", quando uma cena parecida com a ocorrida em 1995 em Santos também ocasionou o fim abrupto dos shows. O clima dos ensaios e bastidores estava pesado, discussões e desentendimentos ocorriam o tempo todo e o fim da banda parecia inevitável.

Surgida em Brasília, a "Legião Urbana" foi formada após o fim de "Aborto Elétrico", cujos outros integrantes formariam o "Capital Inicial" mais tarde. Os amigos que integravam o grupo reuniam-se para conversar e ouvir música em diferentes lugares da cidade. Como muitos dos moradores da capital federal daquela época, eram filhos de diplomatas ou de ocupantes de outros cargos públicos, encontravam-se tanto próximo da UnB, onde estudavam, quanto em mansões e embaixadas.

Renato, Dado e Bonfá ganharam fama nacional ao serem apadrinhados pelo "Os Paralamas do Sucesso", que levaram a canção "Geração Coca-Cola" para a sua gravadora escutar. Os shows reuniam fãs fervorosos, fazendo com que descrevessem as apresentações ao vivo deles como um verdadeiro culto. Após a separação, em 1995, Renato Russo ainda gravaria trabalhos solo, mas em 1996 perdeu sua luta contra a Aids.

Em 2009, foi lançado "Renato Russo - O Filho da Revolução". Com depoimentos, entrevistas e documentos inéditos, a obra escrita por Carlos Marcelo reconstrói a história do homem que marcou o rock brasileiro. Além do início da banda, Marcelo traça um perfil da cidade Brasília da época em que os integrantes destas bandas, ainda adolescentes, viviam lá. Leia abaixo trecho que mostra o cenário que permitiu o nascimento destes grupos:


Muitas vezes Renato ia a pé para uma das oito salas de cinema, instaladas no Setor de Diversões Sul. Já no Cine Karim, viu pela primeira vez o documentário Monterey Pop, com performances de Otis Redding, The Who e Jimi Hendrix. Um dia chamou o amigo Gustavo para ir até a maior sala da cidade, o Cine Atlântida. Queriam ver O exorcista, considerado o filme mais aterrorizante dos últimos tempos, expressamente proibido para menores de 18 anos. Franzinos, os garotos imberbes sabiam que seriam barrados na entrada. Não tiveram dúvidas. Subornaram o porteiro e conseguiram entrar. Sentaram na primeira fila. Não tiraram o olho da tela. Voltaram conversando sobre as cenas mais fortes de possessão da menina Regan pelo demônio. No dia seguinte, Renato confessou a Gustavo:

- Não consegui dormir, fiquei a noite inteira acordado.

Nas idas ao cinema ou ao curso de inglês, Renato Manfredini Júnior tentava apreender os segredos de Brasília. Mistérios que ainda causavam espanto tanto para os moradores quanto para os visitantes. "Parece incrível que Brasília, ao completar seu 14o aniversário como sede do governo da República, ainda esteja sujeita a periódicas crises de falta de confiança para cumprir os altos desígnios de seus construtores", observou o jornalista Tão Gomes Pinto em reportagem de capa da revista Veja, publicada em abril de 1974. Três meses depois, ao cumprir a promessa feita em 1962 e regressar à cidade, Clarice Lispector registrou no Jornal do Brasil a angústia de 48 horas transcorridas no Planalto: "Brasília é o mistério classificado em arquivos de aço. E eu, quem sou eu? Como me classificaram? Deram-me um número? Sinto-me numerificada e toda apertada."

Brasília é um futuro que aconteceu no passado. É o fracasso do sucesso mais espetacular do mundo. Brasília é uma estrela espatifada. Estou abismada.

Após afirmar ter voltado para o Rio de Janeiro "irremediavelmente impregnada por Brasília", Lispector confessou: "Prefiro o entrelaçamento carioca." Talvez porque as ruas da capital carecessem da capacidade de sintetizar a "expansão de todos os sentimentos da cidade", na célebre definição de João do Rio (1881-1921). Não tinham nascido "como o homem, do soluço, do espasmo" e por isso jamais poderiam ser consideradas "a mais igualitária, a mais socialista, a mais niveladora das obras humanas", como definiu o cronista em sucessão de textos publicados entre 1904 e 1907, pouco depois de a cidade fluminense se tornar a capital federal. Pelo contrário: as quadras brasilienses, apesar de parecidas no traçado, tinham ocupação estratificada de acordo com a atividade profissional dos moradores. Algumas exclusivas para parlamentares, outras para militares graduados, outras ainda para funcionários públicos - e os filhos dos ocupantes reproduziam fielmente, muitas vezes de forma violenta, a rígida hierarquia habitacional.

Renato sabia, por exemplo, que deveria tomar cuidado ao adentrar quadras vizinhas. Magro e baixinho, podia ser considerado vítima em potencial das constantes brigas entre jovens, muitas surgidas sem motivo aparente, quase sempre quadra-contra-quadra. Delimitação de território. A turma da 303 Sul, por exemplo, saiu várias vezes no braço com o pessoal da 305. A briga mais séria ocorreu depois que uma menina da quadra do Banco do Brasil foi abordada pela turma rival. Um cara da 303 partiu para cima dos invasores, que fugiram. Depois, montados em motos, garellis e mobiletes, voltaram com porretes e pedaços de pau. As duas turmas se juraram; o clima de tensão permaneceu por meses a fio. Muitas peladas na 303 acabaram após o alerta:

- Lá vem os caras da 305!

Todo mundo saía correndo, cada um para sua portaria, até cessar o perigo.

Além da violência latente, o sentimento de impunidade estava impregnado no cotidiano do Plano Piloto. Na entrada do Marista e de outros colégios como La Salle e Dom Bosco, uma procissão de carros oficiais se formava diariamente para levar e trazer os filhos de políticos e autoridades do governo. Dodge, Opala, Aero Willys, Galaxie... Carrões facilmente identificados pelas letras iniciais da placa (OF) e imunidade garantida por decreto:

- Os carros destinados aos serviços das altas autoridades da República são considerados de representação, identificados por chapas especiais, e isentos da fiscalização de uso.

Em Brasília, se todos eram igualmente imigrantes, uns podiam ser bem mais iguais que os outros. Estavam protegidos pela lei e pela função exercida. Até os motoristas viravam autoridade. Um deles, ao ser flagrado por uma equipe de jornalistas com o Dodge chapa-branca parado em frente ao colégio La Salle, ameaçou.

- Fotografou, apanhou. 



Postado por Joel no De Olhos: Imagens, vídeos, fotos e fatos

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Legião Urbana - O Descobrimento do Brasil (letra e vídeo)


O Descobrimento do Brasil
Legião Urbana
Composição: Renato Russo


Ela me disse que trabalha no correio
E que namora um menino eletricista
Estou pensando em casamento
Mas não quero me casar
Quem modelou teu rosto ?
Quem viu a tua alma entrando ?
Quem viu a tua alma entrar ?
Quem são teus inimigos ?
Quem é de tua cria ? A professora
Adélia, a tia Edilamar e a tia
Esperança
Será que você vai saber
O quanto penso em você com
o meu coração ?
Será que você vai saber
O quanto penso em você com
o meu coração ?
Quem está agora ao teu lado ?
Quem para sempre está ?
Quem para sempre estará ?
Ela me disse que trabalha no correio
E que namora um menino eletricista
As família se conhecem bem
E são amigas nesta vida
Será que você vai saber, o quanto
penso em você com meu coração ?
Será que você vai saber, o quanto
penso em você com o meu coração ?
A gente quer um lugar pra gente
A gente quer é de papel passado
Com festa, bolo e brigadeiro
A gente quer um canto sossegado
A gente quer um canto de sossego
Estou pensando em casamento
Ainda não posso me casar
Eu sou rapaz direito
E fui escolhido pela menina mais bonita.