quarta-feira, 30 de abril de 2008

Soulja Boy e os meninos das sombrancelhas raspadas

Vídeo: Soulja Boy Tell`em - Crank That (Soulja Boy)


Escola manda alunos rasparem sobrancelha para assistir às aulas
Alguns jovens rasparam parte de suas sobrancelhas para imitar músico.
Escola mandou esses alunos para casa; se quiserem voltar, terão de 'cooperar'.

Estudantes norte-americanos que queriam apenas expressar seu estilo terão de raspar toda a sobrancelha se quiserem voltar a estudar. Isso é o que determinou a Centennial High School, escola em Portland (Oregon, EUA), depois que alguns jovens rasparam parte de suas sobrancelhas para imitar o músico Soulja Boy.

Segundo os responsáveis pela instituição de ensino, esse visual se parece com um símbolo de gangues. Por isso, determinaram que esses alunos não poderão assistir às aulas do colegial a não ser que terminem o serviço, raspando toda a sobrancelha.

Quatro estudantes já foram mandados para casa por esse motivo e um deles voltou com esparadrapos cobrindo as sobrancelhas raspadas. “Eles não foram suspensos, mas estão proibidos de voltar à escola até que cooperem”, afirmou o diretor-assistente Mark Porterfield.

Andy Gonzalez, 17, é aluno da Centennial High School e tem uma faixa vertical em uma das sobrancelhas. Ele afirma que estava estudando para uma prova, quando um segurança se aproximou e falou: “se quiser vir para a escola desse jeito, não venha”.

O jovem disse não fazer parte de qualquer gangue. Ele, que raspou a sobrancelha para “ser descolado e impressionar as garotas”, acredita que seria humilhado se tivesse de raspar o resto, como sugere a escola.

Policiais afirmam que gangues também adotaram esse visual do músico de hip-hop. Alguns raspam parte de uma sobrancelha (um traço vertical) e três partes de outra, para simbolizar o número 13. “Não ditamos regras para nenhuma escola. Apenas dizemos a elas o que vemos, quais as últimas tendências. Essa é uma forma de identificação e, no ambiente escolar, pode intimidar outros jovens”, disse o oficial David Schmidt.

Fonte: G1

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Coldplay: "Violet hill" disponível para download

Vídeo:Coldplay - The Scientist



Coldplay permitirá que nova música seja baixada de graça
"Violet hill" estará disponível no site oficial do grupo.
Download poderá ser feito a partir desta terça-feira (29).

O grupo Coldplay também aderiu à onda de artistas que disponibilizam sua música de trabalho para download gratuito e permitirá que os fãs baixem "Violet hill" a partir das 8h15 (horário de Brasília) desta terça-feira (29).

A faixa estará disponível no site oficial do quarteto inglês por um período de uma semana. Depois, será vendida em formato digital. Chris Martin e companhia também devem lançar seu novo disco, "Viva la vida or death and all his friends", em 13 de junho deste ano.

Com 30 milhões de cópias vendidas em seus três primeiros álbuns, o Coldplay dará ingressos de graça para dois show, em Nova York (16 de junho) e Londres (23 de junho). A banda vai ainda divulgar as instruções para concorrer as entradas.

O Coldplay gravou seu mais recente disco com o produtor Brian Eno (ex-músico do Roxy Music e co-responsável pelo sucesso "The Joshua tree", do U2). O quarteto afirmou que foi influenciado nas gravações pela mais recente turnê latino-americana, que incluiu uma passagem pelo Brasil. O nome do disco foi inspirado em uma pintura da mexicana Frida Kahlo.

Entre as músicas do novo álbum estão "Strawberry swing" e "Lovers in Japan".

Fonte: G1

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Legião Urbana - O Descobrimento do Brasil (letra e vídeo)


O Descobrimento do Brasil
Legião Urbana
Composição: Renato Russo


Ela me disse que trabalha no correio
E que namora um menino eletricista
Estou pensando em casamento
Mas não quero me casar
Quem modelou teu rosto ?
Quem viu a tua alma entrando ?
Quem viu a tua alma entrar ?
Quem são teus inimigos ?
Quem é de tua cria ? A professora
Adélia, a tia Edilamar e a tia
Esperança
Será que você vai saber
O quanto penso em você com
o meu coração ?
Será que você vai saber
O quanto penso em você com
o meu coração ?
Quem está agora ao teu lado ?
Quem para sempre está ?
Quem para sempre estará ?
Ela me disse que trabalha no correio
E que namora um menino eletricista
As família se conhecem bem
E são amigas nesta vida
Será que você vai saber, o quanto
penso em você com meu coração ?
Será que você vai saber, o quanto
penso em você com o meu coração ?
A gente quer um lugar pra gente
A gente quer é de papel passado
Com festa, bolo e brigadeiro
A gente quer um canto sossegado
A gente quer um canto de sossego
Estou pensando em casamento
Ainda não posso me casar
Eu sou rapaz direito
E fui escolhido pela menina mais bonita.



quarta-feira, 23 de abril de 2008

Será que Vou Berrar? Rick e Renner.

Vídeo: RICK E RENNER - VAI VAI MUUU


"Rick E Renner Vai, Vai Muuuuuuuuuu"

Alô rapaziada, se liga na parada
Essa é a nova onda da balada...

Vai, vai muuuu
Vai, vai muuuu
Vai, vai muuuu
Vai, vai muuuu...

Ela saiu e não voltou
É prá ficar preocupado
Nem o menino ela levou
É prá ficar preocupado
Ligou um tal de personal
É prá ficar perocupado
Eu tô até passando mal
É prá ficar preocupado...

Será que eu vou berrar?
Vai, vai muuuu...(4x)

Saiu de top e saia curta
É prá ficar preocupado
Traição não me assusta
É prá ficar preocupado
Nem levou o celular
É prá ficar preocupado
E como é que eu vou ligar
É prá ficar preocupado...

Será que eu vou berrar?
Vai, vai muuuu...(4x)

Se tem fumaça tem fogo
É prá ficar preocupado
E onde tem bola, tem jogo
É prá ficar preocupado
Eu nem sei onde ela foi
É prá ficar preocupado
Que mané cara de boi
É prá ficar preocupado...

Será que eu vou berrar?
Vai, vai muuuu...(4x)

Ela só tem 22 anos
É prá ficar preocupado
E eu tô sempre viajando
É prá ficar preocupado
Me trair ela não vai
É prá ficar preocupado
Tô preocupado prá carai
É prá ficar preocupado...

Será que eu vou berrar?
Vai, vai muuuu...(4x)

Vai, vai muuuu
Vai, vai muuuu
Vai, vai muuuu
Vai, vai muuuu...

Ela só tem 22 anos
É prá ficar preocupado
E eu tô sempre viajando
É prá ficar preocupado
Me trair ela não vai
É prá ficar preocupado
Tô preocupado prá carai
É prá ficar preocupado...

Será que eu vou berrar?
Vai, vai muuuu...(9x)

Ou será que eu já tô é berrando?
Vai, vai muuuu
Será que eu vou berrar?
Vai, vai muuuu
Ou será que eu tô berrando
Vai, vai muuuu

Será que eu vou berrar?
Vai, vai muuuu...(4x)

Vai, vai muuuu
Vai, vai muuuu
Vai, vai muuuu
Vai, vai muuuu

terça-feira, 22 de abril de 2008

Ninguém cala o choro do Pixinguinha

Vídeo: Altamiro Carrilho tocando Pixinguinha


Ninguém cala o choro


O dia 23 de abril, data de nascimento do músico Pixinguinha (1897-1973), ficou conhecido como o Dia Nacional do Choro. Para celebrar o aniversário de um dos estilos de música mais populares do Brasil, o produtor Raimundo de Oliveira, do Morro dos Alagoanos, em Vitória, realiza hoje o 5º Encontro de Chorinhos Chorões. Entre as atrações, grupos que executam tradicionais composições do choro e também nomes que buscam uma nova leitura sobre o estilo.

Um desses exemplos é o Quinteto de Violão de Fabiano Mayer, que faz sua apresentação dentro do evento sem cavaquinho, pandeiro ou flauta, instrumentos característicos do choro. "Temos uma roupagem diferente. O violão faz as linhas do bandolim, por exemplo. Além disso temos um baixolão que solta um grave cheio de harmônico", comenta Mayer. Segundo ele, que também é professor da Faculdade de Música do Espírito Santo (Fames), jovens músicos têm trabalhado o choro sob uma perspectiva diferente, com novos timbres.

Novidade
Para o saxofonista Antônio Paulo, do grupo H2O, penúltima atração do 5º Encontro de Chorinhos Chorões, o chorinho mostra boas doses de novidade no momento em que os músicos podem solar. "No improviso, você mostra a melodia e depois sai criando em cima. Daí é que surge o novo", afirma.

E são nessas ocasiões em que a pandeirista Dulce Elisa, do Regional do Seu Chiquinho, mais aparece nos shows do seu grupo. "Mesmo não existindo muitos solos de pandeiro no nosso grupo, a gente faz muita marcação de ritmo e improvisa dentro da música também", explica Dulce.

Segundo o violonista Marcello Gonçalves, integrante do grupo carioca Trio Madeira Brasil, mesmo tendo nascido no final do século XIX, o choro não se tornou datado. "O choro é uma mistura de vários estilos. Do meio do século XX para cá, as pessoas começaram a tocar o choro de uma maneira diferente, dialogando com outros gêneros, como o jazz, por exemplo", afirma o músico, dando a tônica de como poderá soar o 5º Encontro de Chorinhos Chorões.

A Gazeta
Vitor Lopes

Adriana Calcanhoto no balanço das ondas

Vídeo: Inverno - Show "Público"


Novo balanço

Quando o baiano Dorival Caymmi fala do mar em suas músicas, utiliza quase sempre o sentimento de personagens como pescadores e Iemanjá para descrever as características do ambiente praiano. Em seu mais recente álbum, "Maré", a gaúcha Adriana Calcanhotto percorre um outro caminho para retratar essas sensações. Mesmo tendo escolhido "Sargaço Mar", de Caymmi, para fechar o disco, a cantora faz uso da própria emoção para contar aquilo que ela considera uma de suas maiores paixões, as águas.

"Estou lidando com o mar mais como uma metáfora. Ele está ficando mais importante para mim, por conta dos autores, da literatura... eu tenho relação direta com o mar, gosto de estar perto dele, de mergulhar, de sair de caiaque...", comenta Adriana, em entrevista

Segundo a cantora, chegar a esse tema novamente em um disco – o álbum "Marítimo" (1998) também fala da relação da compositora com o oceano – foi um processo que apareceu durante a escolha das músicas. "Eu tinha um bloco de 20 canções e percebi que a maioria, de alguma forma, falava do ambiente marítimo", comenta.

Escolhas

Para contar seus próprios sentimentos em relação à temática, Adriana Calcanhotto utilizou-se do choque de gerações entre os compositores escolhidos. Se, por um lado, ela regrava músicas de Caetano Veloso com Ferreira Gullar, Waly Salomão, Caymmi, Arnaldo Antunes e Marina Lima, por outro, ela mergulha de cabeça nas criações de novatos como Moreno Veloso, Kassin e Torquato Neto. "Isso é tranqüilo, porque, na verdade, eu escolho canções e não pessoas. As pessoas eu escolho para tocar. E, por causa dessas canções, eu juntei essas pessoas que dificilmente andam juntas", afirma.

Sobre os músicos desta nova geração que atuam no álbum, ela afirma que gosta da inventividade que eles agregam. "Eles nunca aparecem com coisas óbvias. Como são autores, se relacionam com as canções em um modo de apropriação, assim como eu. Isso é uma real parceria".

Um exemplo disso é a música "Porto Alegre". Nessa homenagem à cidade natal da cantora, o compositor Péricles Cavalcanti utilizou-se do sensual ritmo caribenho do calipso – que nada tem a ver com a banda liderada por Joelma, sucesso de massa no Brasil. "Essa música não me arrebatou em um primeiro momento, como uma outra que acabou não entrando. O que me fez gravá-la foi o arranjo do Kassin. A guitarrada dele casou com as minhas idéias polirrítmicas. O baixo e a bateria me conquistaram, assim como a poderosa conga que o Moreno gravou".

Transição

Por conta de tanto cuidado com o novo disco, Adriana mostra-se, de certo modo, chateada com o fato de o álbum ter vazado na internet antes de seu lançamento oficial no Brasil. "Isso é um pouco invasivo, assim como jornalistas que fazem uso disso e acabam dando informações erradas. E é isso o que tem acontecido. Estamos vivendo uma transição de formato, e está fora de controle de qualquer um. Além disso, a qualidade sonora é uma pena".

Talvez por conta das incertezas em relação aonde as correntezas podem levar o disco, Adriana tem se preocupado mais com a música do que com a indústria. "Sou a favor de ouvir música com qualidade", conclui.

ANÁLISE

A inspiração do oceano

Vitor Lopes
Jornalista

Quando Pedro Álvares Cabral se lançou ao mar para descobrir o Brasil, o navegador tinha o oceano como campo de incertezas, mas que poderia resultar em férteis resultados e ganhos para sua carreira. O mesmo acontece com Adriana Calcanhotto, que decidiu lançar "Maré" primeiro em Portugal para depois chegar ao Brasil. Cabral olhou para o mar e se sentiu desafiado. Adriana mirou o oceano e fez desse profundo mistério o redescobrimento da própria carreira, que aparece revigorada mesmo ao tratar de um tema tão comum nas artes brasileiras.

Se inúmeros artistas se acomodam em regravações de velhos chavões (e as comemorações dos 50 anos da bossa nova estão aí para mostrar isso), Adriana Calcanhotto, ao chamar novos músicos como Domenico Lancellotti, Kassin e Moreno Veloso, por exemplo, joga um sopro de originalidade em uma MPB cada vez mais acostumada a cultuar medalhões.

Como tem coragem de ousar, a cantora dança o caribenho ritmo do calipso, o argentino tango, relembra a sonoridade de "Partimpim", aprofunda suas composições e faz de "Maré" o melhor disco da sua carreira.

Ouça

Adriana Calcanhotto

CD “Maré”

Sony BMG 11 faixas

Quanto: R$ 26,90

Ouça na web

Faixas do disco no site www.gazetaonline.com.br/entretenimento

Sérgio Mendes recria clássicos da bossa em seu novo disco

Vídeo: Sergio Mendes New Video "That Heat"


Sérgio Mendes recria clássicos da bossa em seu novo disco



Dois anos atrás, depois de um hiato de uma década, Sérgio Mendes lançou o CD "Timeless", que – alavancado pela nova versão de "Mas Que Nada", com o grupo de hip-hop americano Black Eyed Peas – vendeu como água em vários países do mundo, inclusive no Brasil, e lhe rendeu um Grammy Latino. Agora, do caldeirão do músico brasileiro sai "Encanto", uma espécie de continuação de "Timeless", como o próprio define. "É claro que é uma seqüência, mas ‘Encanto’ tem um novo perfume", diz o pianista niteroiense, radicado há 44 anos nos Estados Unidos.

O novo aroma, segundo ele, foi trazido pelos artistas convidados a recriar canções, misturando samba, rap, batuque e o piano de Mendes. É uma miscelânea que possivelmente agrada a estrangeiros vidrados nos sons dos trópicos, mas não aos puristas. Lançamento da Universal, o CD, que tem quatro canções de Tom Jobim, duas de João Donato e duas de Carlinhos Brown, tem produção de Mendes, em parceria com o rapper will.i.am, do Black Eyed Peas, com quem ele já havia trabalhado em "Timeless".

Tudo começa com o clássico "The Look of Love" (Burt Bacharach/Hal David), na voz de Fergie, a loura companheira de will.i.am. O próprio aparece em "Funky Bahia", dele e de Carlinhos Brown, com o cantor de R B Siedah Garrett. E também em "Água de Beber" (Tom e Vinicius). São três faixas em que a mistura de elementos causa certo estranhamento. O mesmo se pode dizer de "Waters of March" ("Águas de Março"), entregue à cantora de jazz Ledisi. A obra-prima de Tom Jobim é apresentada, ainda, em francês – "Les Eaux de Mars" é cantada pelo grupo belga Zap Mama.

O disco tem ainda sotaque italiano. É de Jovanotti, rapper que aparece em "Lugar Comum" (João Donato/Gilberto Gil). "Cada um deles tem sua mágica, canta em sua língua. É meu disco mais internacional", acredita Mendes.

Mistura

"Encanto" traz também versões mais convencionais, caso de "Somewhere in the Hills" ("O Morro Não Tem Vez", outra de Tom e Vinicius), com Natalie Cole; a bossa-novista "Dreamer" ("Vivo Sonhando", de Tom), com a cantora Lani Hall, vocalista do Brasil’66 de Mendes, e o trompetista Herb Alpert, outro antigo colaborador; e "E Vamos Lá" (João Donato/Joyce). Esta última tem bis em espanhol, com o astro latino Juanes, e fica praticamente irreconhecível.

Os mais de 40 anos de carreira e o sucesso comercial mundo afora – "Timeless", por exemplo, chegou a disco de ouro no Brasil, Japão, Inglaterra e Alemanha, Mendes enumera – lhe dão tranqüilidade. Ele não tem a pretensão de agradar a todos e dá de ombros aos críticos que o acusam de pasteurizar a música brasileira para vendê-la no exterior. "A idéia é levar nossa música para uma nova geração", explica. "A originalidade do trabalho está em misturar essas canções, fazer releituras. Senão seria fazer o mesmo, tudo de novo. 'Águas de Março', por exemplo, gravamos em inglês e em francês, de uma maneira totalmente diferente da que fiz há 30 anos. A canção está intacta. O que mudou foi a batida. A melodia e a harmonia não mudaram. Agora, vai ter gente que vai gostar e gente que não vai gostar..."

Ouça

Sergio Mendes

CD "Encanto"

Universal 14 faixas

Quanto: R$ 30, em média

Fonte: A Gazeta